quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um elixir amargo

Quando tudo parece estar  entrando nos eixos vem uma avalanche de sentimentos que havíamos pensado adormecidos e desaba em cima da gente. Não sei se isso é bom ou ruim, é sempre um aprendizado, mas não deixa de ser triste, sentimentos quase adormecidos que aparentemente não nos faria diferença. Puro engano, não existem sentimentos adormecidos, eles estão prontos aflorar quando menos esperamos. São danados esses sentimentos que ficam quietinhos e sem a menor cerimônia pulam de dentro da gente.
Nós as mulheres contemporâneas tendemos a aprender com os nossos erros mais obtusos, mas às vezes esses erros são tão contundentes que nos cortam a carne displicentemente e a gente sofre novamente pelos mesmos erros do passado que ecoam no presente.
Eu gostaria de tomar uma pílula e sofrer uma amnésia repentina e esquecer, esquecer tudo o que já me fez mal, mas ainda não inventaram a pílula do arrependimento. Uma pena que ainda não tenham cogitado esse medicamento. Seríamos tão mais felizes!
Amores vêm e vão, e é uma trajetória saudável, mas as mágoas ficam e eu não consigo encontrar nenhum benefício nisso, é como tomar um elixir viscoso e amargo que fica na boca, por mais que você coma algo doce, o gosto amargo fica. Pode demorar muitos anos, mas a lembrança fica, fica a lembrança do cheiro e a gente acaba associando esse cheiro ao amargo desse elixir.
Passar por desventuras e agruras nos deixa fortalecidos? Acredito que não!
Isso nos deixa mais tristes, menos confiantes, desconfiados das intenções das outras pessoas, por mais que sejam sinceras. E assim vamos seguindo com as nossas vidas menos felizes do que elas deveriam ser.
Parafraseando Renato Russo numa música que se chama Longe do meu lado: 
 A paixão quer sangue e corações arruinados e saudade é só mágoa por ter sido feito tanto estrago e essa escravidão e essa dor não quero mais quando acreditei que tudo era um fato consumado veio a foice e jogou-te longe, longe do meu lado... Não estou mais pronto para lágrimas, eu também sei que dizem que não existe amor errado
Mas entenda, não quero estar apaixonado.

De qualquer forma preciso passar por cima do que me entristece e mais uma vez vou erguer a cabeça e olhar para o futuro... o passado foi o presente que não deu certo!



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Um desconhecido

Dormia madrugada adentro um sono leve
Feliz nos braços de Morfeu
A embriaguez do sono fora subitamente cortada
Existência limpa e distante
O escuro que vinha do acúmulo de distâncias
Num misto de espanto e devaneios
Do outro lado um riso incessante e brejeiro
 Menino descobrindo as facetas da vida
E fez-se o silencio outra face do silencio
Fez-se  em claridade a escuridão
Sons luxuriantes e pensamentos invasores
Um engano , um doce engano
Um desconhecido apenas
Uma fantasia...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ano Novo...

Desejo que no Ano Novo que se inicia você realmente... Ouça as palavras que sempre desejou ouvir . Pronuncie as frases que um dia desejou repetir. Sinta a emoção que sempre esperou sentir. Caminhe pelos trilhos que um dia desejou seguir. Divida o carinho com quem sempre desejou repartir. Abrace todos os amigos que sempre desejou reunir, e viva a vida que sempre sonhou existir...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Refletindo...

Eu Que Não Amo Você

Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger
Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês.
Senti saudade, vontade de voltar
Fazer a coisa certa
Aqui é o meu lugar
Mas sabe como é difícil encontrar
A palavra certa,
A hora certa de voltar,
A porta aberta,
A hora certa de chegar...
Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês.
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair.
O certo é que eu dancei sem querer dançar
E agora já nem sei qual é o meu lugar
Dia e noite sem parar, corro o risco de encontrar
A palavra certa,
A hora certa de voltar,
A porta aberta,
A hora certa de chegar...
Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...
Eu que não fumo,eu queria um cigarro
Eu que não amo você...
Eu que não fumo, pedi um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...
Eu que não bebo, queria um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...

Preciso Dizer Que Eu Te Amo

Cazuza

Composição: Bebel Gilberto / Cazuza / Dé
Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

Baby Can I Hold You

Tracy Chapman

 
Sorry!
Is all that you can't say?
Years gone by and still
Words don't come easily
Like sorry
Like sorry

Forgive me!
Is all that you can't say?
Years gone by and still
Words don't come easily
Like forgive me
Forgive me

But you can say, baby...
Baby, can I hold you tonight?
Maybe if I'd told you the right words
At the right time
You'd be mine

I love you
Is all that you can't say?
Years gone by and still
Words don't come easily
Like I love you
I love you

But you can say, baby...
Baby, can I hold you tonight?
Maybe if I'd told you the right words
At the right time
You'd be mine

Baby, can I hold you tonight?
Maybe if I'd told you the right words
At the right time
You'd be mine...

Querido Posso Te Abraçar?

Desculpe
É tudo o que você não pode dizer?
Os anos se passam e mesmo assim
Palavras não vêem tão facilmente
Como desculpe
Como desculpe.

Me perdoe
É tudo o que você não pode dizer?
Anos se passam e mesmo assim
Palavras não vêem tão facilmente
Como me perdoe
Me perdoe.

Mas você pode dizer: querido
Querido posso te abraçar essa noite?
Talvez se eu lhe dissesse palavras certas
Na hora certa
Você seria meu.

Eu te amo
É tudo o que você não pode dizer?
Anos se passam e mesmo assim
Palavras não vem tão facilmente
Como eu te amo
Eu te amo

Mas você pode dizer: querido
Querido posso te abraçar esta noite?
Talvez se eu lhe dissesse as palavras certas
Na hora certa
Você seria meu.

Querido posso te abraçar essa noite?
Talvez se eu lhe dissesse as palavras certas
Na hora certa você seria meu
Você seria meu ... você seria meu

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Poema que recebi no orkut, é lindo!!!

SININHO
JPalmaJr
Ah, elétrica como ela só...
Algo meio entre
uma fadinha
e uma menina
que não consegue parar;
só lhe faltam
as asinhas
para sair a voar...
ah...mas quem diz
que asas não tem?
ela as esconde
e só mostra para alguém
que lhe toque a alma
antes de tocar o corpo...
Altiva, tão geniosa,
e do tamanho de um botão
tem perna grossa
a pequenina
e os encantos de mulher
mas guarda a menina
que se expressa em seus olhos
lá dentro do coração:
lá, ela ainda
usa roupas de domingo
laço de fita nos cabelos
e sonha em usar batom...
é esta menina inquieta
que fala pelos cotovelos
e que também é poeta
que hoje faz idade,
mas fadas não
fazem anos:
não se enredam no tempo
são feitas para a eternidade
fadas não envelhecem
só pirilampam e espalham
os pózinhos da saudade...

Esse foi um poema que recebi de um colega de trabalho, achei tão lindo que resolvi postar aqui.

O mundo dá voltas...

É incrível como as coisas acontecem... Os reencontros, as partidas...
O meu horóscopo dizia que esse mês seria de reencontros e não é que foi mesmo! E que reencontro...
Meu aniversário foi o máximo e o melhor foi o presente que recebi do Destino. foi um presente inesperado e com um sabor todo especial. Acredito ter sido o melhor presente que alguém pudesse ter ganho,o carinho dos amigos, da família e um affair. a intensidade do momento foi tão indescritível que compus o poema abaixo. Obrigada a todos pelo carinho!!!

Nada será como antes...

Juventude e maturidade e
O silêncio se refez dentro do silêncio
Ne­nhum sentido é livre do incômodo de ser compreen­dido
Adentrando o silêncio ainda intacto
Tentando ser indistintamente ele mesmo, era como a volta insidiosa de um vício
Havia o embrutecimento suave que dominava, não sei mais falar
Assim é o feitiço das delícias na sua­vidade do momento
Num ritmo extraordinariamente perfeito e lubrificado,
Razão do profundo entorpecimento
Enveredando por caminhos sem volta
Nada será como antes
Antes? Não existirá
Tímidos, rijos, indiscriminadamente ternos
Amanhã se tornou hoje
Quando fecho os olhos, vejo você e sinto a tua boca molhada, contra a minha que só deseja seus lábios, tua língua, teu desejo.
Você não está comigo, é só o meu desejo pulsante
Quero que sejamos um só, que seja por um instante, mas, que seja
Quero me ver em teus olhos famintos
Famintos como os meus que o tem refletido na alma e
Antes? Não existirá

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Voce vai lembrar de mim...

Quando eu te vejo
Espero teu beijo
Não sinto vergonha
Apenas desejo
Minha boca encosta
Em tua boca que treme
Meus olhos eu fecho
Mas os teus estão abertos
Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois
Esse foi um beijo de despedida
Que se dá uma vez só na vida
Explica tudo, sem brigas
E clareia o mais escuro dos dias
Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois
Mas você lembra!
Você vai lembrar de mim
Que o nosso amor valeu a pena
Lembra é o nosso final feliz
Você vai lembrar...
Vai lembrar...sim...


            Meu aniversário está chegando e isso significa que faz exatamente um ano que eu me apaixonei perdidamente e sofri desesperadamente...
            Acho que essa música diz tudo o que eu queria dizer com relação a essa paixão avassaladora que me fez repensar o meu jeito, os meus sentimentos e tudo mais que envolve essas paixões que surgem do nada e nos fazem reviver a adolescência. Foram tantos altos e baixos esse ano, mas agora estou pronta, acredito, que mesmo com algumas recaídas, como atender ao telefone sabendo que o outro vai te usar para contar seus problemas ou ligar só para contentar-se em ouvir a voz do outro lado da linha, essas coisas que restam de uma paixão.  Jurei a mim mesma que serei mais prudente nesses envolvimentos, afinal já não sou mais uma menininha e os anos que carrego no RG não me deixam mentir... (risos)
            O jeito é rir, porque chorei muito nesse ano. No final de tudo até que saí bem da situação, com dignidade e me sentindo até mais fortalecida, estou na fase da redescoberta e da faxina, redescobrindo coisas antigas e descartando o que não me faz bem, isso inclui alguns vícios de coisas e pessoas. Não crio expectativas, mas aguardo o próximo ano de coração aberto, estou deixando pra trás muita coisa que achava importante e hoje não me diz mais quase nada, deve ser o tal do amadurecimento, que chega e tenta ficar.
            Com relação à música acima... Espero que eu seja lembrada sim e com muito carinho, afinal quando se ama a gente faz de tudo pra ser o melhor possível e eu fui, em todos os sentidos. Amei incondicionalmente e fiz de tudo pra deixar o outro feliz...

Tudo bem se não deu certo eu achei que nós chegamos tão perto, mas agora com certeza eu enxergo que no fim eu amei por nós dois. Mas você lembra!Você vai lembrar de mim Que o nosso amor valeu a pena. Lembra é o nosso final feliz”
           
             Acredito que o meu ano novo começa no domingo, às 5:45 min quando estarei completando mais um ano de vida. Estou feliz por estar viva e ter mais oportunidades de tentar viver uma vida plena. Esse ano será MELHOR  eu acredito!!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Há um momento certo pra tudo?

Ando me questionando a respeito, será que realmente somos regidos pelo destino? Não sei, mas acho que comigo o destino tem sido uma constante, nunca consigo levar meus planos adiante, tem sempre algo inesperado acontecendo em momentos mais inesperados ainda.
            A semana anterior e essa semana também foram surpresas atrás de surpresas e pior, só surpresas desagradáveis. Eu sei que é o período do meu inferno astral, mas está infernal demais. A semana foi tão catastrófica que cheguei a pensar que fosse desencarnar, é sério! Ontem tive um piripaque horroroso com direito a hospital e várias tentativas de uma enfermeira inexperiente de encontrar uma veia “boa” (risos) Todas que ela espetava, “perdia”.
            Foi um susto muito grande, e eu parei para pensar em muitas coisas. Eu realmente achei que estava infartando, e não é drama não. Eu nem sei como cheguei ao P.S. e muito menos como entrei naquela vaga em que estava meu carro, estava tão desesperada que só me lembro de ter dado tchau à Ju e caminhado até o estacionamento do trabalho, agora, como fiz o trajeto Canas-Lorena... fica por conta da minha imaginação. Graças a Deus tive só uma bobagem com sintomas semelhantes ao de um infarto, não contei a ninguém da família e nem vou contar, se fosse algo sério até dividiria com eles, mas como foi só um petit achei melhor dizer que tirei o dia de folga por causa de uma enxaqueca.
            Descobri que a minha “grave doença” fora de fundo emocional, mas eu omiti alguns detalhes na pré-consulta (risos). Só sei que além da dor física, senti uma dor na alma também. Experimentei algo terrivelmente sufocante diagnosticado como “angústia proveniente de pânico”. Para uma médica de P.S. ela foi bem esclarecedora e muito competente também. Para quem entrou na consulta com sintomas de um infarto, sair com um diagnóstico de estresse  foi T-U-D-O, isso porque enquanto passava mal horrores, eu mentalmente ia fazendo meu testamento:  tal casaco para fulana, tais sapatos para beltrana, tais livros para cicrana. Meu livro inacabado!! Nossa, preciso deixar a senha do blog com alguma amiga muito querida... e o funeral? Não posso deixar de lembrar a família que odeio crisântemos. Será que meus amigos mais queridos iriam ao meu velório?Como seria estar morta?Odiaria que me vissem morta, mas quanto a isso não haveria problema, porque a urna funerária estaria fechada...
            Acho que o meu maior medo quando pensava que ia morrer era o de deixar essa vida que eu gosto tanto, eu amo viver, os momentos bons e até os ruins, eu sou daquelas pessoas que gostam de ser desafiadas e percebi que ainda não estou pronta para praticar o desapego, eu quero todos perto de mim! Não posso morrer ainda, plantei uma árvore, tudo bem... mas o meu livro está inacabado e eu ainda não tive meu filho.. então não posso morrer, simples assim (risos).
            A bem da verdade eu resolvi contar isso aqui, porque no final até que foi divertido saber que não era um infarto, mas o que eu tive, teve uma certa relevância e eu prometi que vou re-pensar meus atos e tentar ser mais ligth com os problemas corriqueiros, e por mais forte que eu tente parecer acho que já está na hora de ser menos rígida comigo mesmo.
            Como não morri, tenho uma festa de casamento hoje e um Baile do Hawaii amanhã... Vou me divertir!
            Bom final de semana a todos!!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Relendo Clarice Lispector

Hoje estou meio sem muito a fazer... Então fui reler uns textos da Clarice Lispector. Incrível como eu me surpreendo a cada vez que leio alguma coisa dela, fico fascinada com sua genialidade. Leiam e depois me falem se essa Mulher é desse mundo...

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.

Leiam esse poema :
Não te amo mais.       
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
Agora o Leiam de baixo para cima.

Realmente é a expressão da mais pura criatividade literária!
Boa semana a todos os navegantes...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Efeito boomerang

            Hoje eu estava conversando com um amigo a quem considero muito, e falávamos sobre algumas pessoas que tem por objetivo na vida “se dar bem”, seja à custa dos outros ou não. Acredito que essas pessoas são dignas de pena já que muitas vezes sentem-se tão inferiores que para se ter algo na vida procuram o caminho dito “mais fácil”, atropelando quem está pela frente. Não os vejo como ameaças, porque fui educada de uma forma muito digna. Sei que o que eu faço de bom ou de ruim sempre voltarão pra mim, é o efeito boomerang.
            Percebo que a cada ano sempre conhecemos pessoas assim, tenho um conhecido que se faz de coitado, mas sempre que pode sacaneia alguém, e o pior é que todos vêem e todos sabem da sua falsa humildade e da sua ambição desmedida. É o tipo de pessoa que acha que se dá bem com todos, mas que todos evitam ficar a vontade em sua presença acredito que deva ser muito ruim mentir e dissimular o tempo todo. Não gostaria de ser vista como uma presença nefasta assim.
            Ambiciono uma vida melhor, mas não me vejo passando uma rasteira no meu próximo para realizar o meu desejo. Imagino que todos nós temos espaço tanto no âmbito pessoal como profissional e não gosto da idéia de derrubar fulano para estar em evidência. Afinal, se eu cheguei até aqui é porque tenho meu valor, não preciso do aval nem da benção de ninguém para ser alguém de sucesso. O sucesso pra mim não é ganhar rios de dinheiro, mas sim estar feliz. Ganhar dinheiro é uma conseqüência do trabalho, que nem sempre acontece, mas com já dizia minha avó “o pouco com Deus e com dignidade é muito”.
            Sou uma mulher do século XX, vivendo o século XXI. Meus valores são os que absorvi de meus familiares e ao longo dessa minha vida de filha mimada, irmã mais mimada ainda e profissional competente. Fiz muitos amigos e milhares de desafetos justamente por ter esse jeito meio menina meio gerente de máfia, vou explicar: Gosto das coisas certas, não suporto pesos e medidas diferentes. Sou uma espécie de feminista, mas não vejo problema em ser bem tratada pelo sexo  oposto, não me importo em dividir a conta no restaurante, nem tampouco em dividir o espaço de trabalho. Vejo a luta feminina como uma busca de construir novos valores sociais, nova moral e nova cultura. É uma luta pela democracia, que deve nascer da igualdade entre homens e mulheres e evoluir para a igualdade entre todos, suprimindo as desigualdades de classe. A mulher foi tomando cada vez mais espaço na sociedade, até nos tornarmos independentes como somos hoje.
            Esse blog é um canal aberto para as minhas divagações, às vezes eu tenho necessidade de expor o que sinto em palavras e esse foi o jeito que arrumei para contar a todos o que sinto, dentre todos os meus defeitos, um dos piores é o da língua não caber dentro da boca e a boca ser rápida do que reza o bom senso! (Risos!!)

           

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cacos de Vidro

Gosto de olhar o infinito, gosto de estar no alto de uma escadaria, dialogando comigo mesma.
Sou uma sonhadora e devaneio para alcançar a realidade que é sempre cheia de oportunidades per­didas.
          Aceito tudo o que vem de mim e desconheço minhas causas,
          Talvez até passe pelo vital sem saber, talvez seja essa a minha maior humildade
          Sou portadora de boas e más notícias e me aceito, nem de todo boa, nem de todo má.
          Sou caco de vidro no chão, insignificante e ao mesmo tempo cortante
Sinto, sofro, me alegro, me comovo e me convenço. Só o meu porque me interessa, e o busco no meu grande vazio, no meu grande coração vazio.
Mudei sem planejar  porque vivo empiricamente e acredito que o futuro é um pas­sado que ainda não se realizou.
Sou feita de fragmentos, sou um amontoado de fatos, uma sensação que não se explica
Vejo quase sem querer que o que escrevo me deixa trêmula. Quero tirar férias de mim, perder de vista o meu destino.
Quero buscar na base do meu egoísmo tudo o que não sou, sou um corpo e tudo o que eu fizer é continuação do meu começo.
Sou o início do fim, nasci e desde esse dia morro cada dia em que acordo
Porém, o que eu sou nunca muda, mas quem eu sou não pára de mudar
Como nuvens de chuva, como o tempo que passa sem avisar e não pára, como as paixões dessa vida...






quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Zerando...

Não posso afirmar que o ano de 2010 tenha sido um ano de todo bom ou de todo ruim. Tive altos e baixos, foi um ano de uma paixão intensa e de um rompimento mais intenso ainda...
                No âmbito profissional está sendo satisfatório, porém poderia ter sido melhor. Acredito que tenha sido um ano muito bom para as minhas amizades, afinal conheci pessoas muito interessantes. Em cada viagem rápida, uma pessoa nova, cada barzinho ou balada... Pessoas diferentes e com histórias de vida que certamente entrarão no meu livro.
                Nunca fui tão feliz com a minha família... Minha mãe e meus irmãos e  também ganhei um sobrinho novo, que é a cara do meu pai!
                Agora estou na fase da redescoberta e da faxina, redescobrindo coisas antigas e descartando o que não me faz bem, isso inclui alguns vícios de coisas e pessoas. Não crio expectativas, mas aguardo o próximo ano de coração aberto, estou deixando pra trás muita coisa que já foi de extrema importância e hoje não me diz mais nada, deve ser o tal do amadurecimento, que chega e se instala (risos).
                Fazendo um balanço do ano, eu fiz muitas coisas boas e não me lembro de ter feito coisas ruins, na verdade eu não me lembro de ter enganado, mentido, sacaneado ou degradado alguém, sei lá... Se alguém se sentiu de alguma forma ofendido eu peço desculpas, mas acho que me lembraria!
                De qualquer forma estou zerando o ano, a vida (a vida não dá), mas é como se eu decidisse que a partir de agora eu sou uma pupa e que daqui alguns dias serei uma borboleta, com asas enormes e coloridas e voarei por aí sem rumo de flor em flor...
                O ano novo nos reserva surpresas que podem ser boas ou não, tudo vai depender do ângulo em que se vê, então que venham as surpresas, os novos desafios e tudo o mais que tiver que vir! Estarei aqui esperando as novas do Ano Novo com tudo o que tenho direito, que venham os novos amores, os novos amigos, e com elas as novas esperanças.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Maquiavélica, Nietzscheniana... Não! Sim? Humana e como todo ser humano, controverso...

Tento ser uma pessoa razoável dentro de uma dita normalidade, porém eu não sei o que é normal.  O mundo lá fora é tão complexo e temos que ser tantas pessoas ao longo da vida, que eu já não sei bem o que é o certo e o quanto esse certo pode ser errôneo. Seguimos diretrizes de ética e moral ensinadas pelos nossos pais, entretanto, devemos ser flexíveis até dentro desses ensinamentos. Muitas vezes aquela verdade absoluta que me foi dita aos cinco anos de idade, hoje não é tão verdade assim. Não sou a dona da verdade e nem creio que alguém seja. Sou uma Nietzscheniana de carteirinha.
Lembro-me que quando tinha uns doze anos, fiquei fascinada por um livro que ouvi falar e não sosseguei enquanto não o li, na época eu não havia entendido muito bem o que significava o pensamento do escritor, só fui começar a entendê-lo anos mais tarde. O livro era O Príncipe, de Maquiavel e sua temática a estratégia da conquista. Se colocarem em prática seus pensamentos em qualquer área da vida, acredito que consigam muitas coisas em benefício próprio, porém terão que dissimular muito. Num exemplo muito claro, Maquiavel diz que para se dominar uma cidade, o caminho mais rápido é a destruição, nesse caso a destruição material, mas o que ficou latente em mim após esse livro, é que há diversos tipos de destruição, destruindo a confiança de alguém essa pessoa passa a ser um alvo certo a ser conquistado, isso no trabalho, no amor, no jogo, na vida como um todo, é só uma questão de estratégia e tempo.
Eu pensei em escrever sobre bipolaridade, mas de uma forma ou de outra essa introdução coube bem no meu pensamento. Não sou uma bipolar no sentido ruim da palavra, não fui diagnosticada como tal, porém há dias em que todos os seres humanos têm momentos de loucura, uns mais e outros menos, mas temos esse momento “dia de fúria”, porque somos seres que sentimos, nos irritamos, enfim temos essa gama de sentimentos inerentes a nós, só a nós. Ultimamente tenho crido numa forma de fugir dessa coisa da bipolaridade e é uma forma maquiavélica, explicando melhor, é sendo o mais racional possível, porque é isso que Maquiavel pregava: “racionalidade”.
Há momentos na vida em que uma pessoa pensa que um abraço carinhoso a confortaria de todos os seus “ais”, pode ser verdade, é confortante estar nos braços de outra pessoa e haver essa troca de carinho, mas... Isso resolveria? Não! Somente nós mesmos podemos mudar o nosso destino, ninguém pode sofrer por você, passar por seus problemas por você, ninguém pode. A vida de cada um é pessoal e intransferível, (risos) e seus erros e acertos são individuais. Tenho percebido que até mesmo nas relações ditas afetivas, temos a péssima mania de empurrar para o outro os nossos deslizes, não é culpa de ninguém se o amor acabou. As coisas vão se desgastando e se reciclando, mas se daquela paixão arrebatadora não sobrou nem um carinho, é porque foi uma relação tão profunda quanto um pires. Pessoas humanas são controversas e bipolares, todos somos, e como esse termo está muito na moda, resolvi usá-lo.
A intensidade com que sofremos é muitas vezes inversamente proporcional ao que vivemos. Tive um dia ruim, mas e aí? Deu vontade de dar um escândalo e gritar que estou certa? Deu, porém racionalmente o melhor a se fazer é se calar, e pensar no porque de certas coisas... Refletindo sobre “N” coisas a vida vai ficando menos nebulosa.
Agora no aconchego do meu quarto, consigo perceber coisas que ficaram implícitas ao longo da minha vida, só sei que tenho hoje a mente mais aberta às percepções e as releituras que tenho feito ao longo desses cinco meses em que fui traída pelos meus sentimentos, efetivamente não tenho idéia de como acordarei amanhã, mas tenho consciência de que serei o mais maquiavélica possível, afinal se somos seres racionais... Que tal agirmos como tais? Talvez eu seja feliz, talvez não... vou tentar! Vou viver tentando.

“ Faz muito pouco tempo aprendi a aceitar que quem é dono da verdade não é dono de ninguém. Só não se esqueça que atrás do veneno das palavras sobra só o desespero de ver tudo mudar, talvez até porque ninguém mude por você”
(Capital inicial, Algum dia)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Deixa-me ter voce

Expresso meus desejos mais ocultos
Tenho a boca seca diante do que ouso alcançar
Olhos brilhantes e sensuais
Envolta num desejo difuso e carnal
Desejos de realização de um desejo
Sinta comigo
Quero ter-te na boca
Sugar-te a alma
Boca e língua de modo intuitivo e primitivo
Deixo-me acontecer
Renuncio ao tempo que vibra
Fico em silencio e ouço
Que a loucura é irmã da cruel sensatez
Tudo é incerto e
Eu sou a expressão do prazer e da volúpia
Deixa-me ter você
Lê a energia que está no meu silêncio
Sinta a vibração do meu desejo
Liberta-se da escravidão da tua palavra
Permita-se sentir-me

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Um brinde

Façamos um brinde
Ao vento que faz as arvores displicentemente dançarem
Ao pó que se levanta do chão em forma de espiral
As nuvens brancas que formam desenhos no céu azul
Ao pensamento lúdico que temos quando vemos esse céu
Façamos um brinde
Ao sorriso inocente da criança que acabou de perder seus dentinhos de leite
A beleza da moça feia
A experiência do idoso que de tão experiente chega a estar cansado
A circunferência da barriga da mulher grávida
Façamos um brinde
Ao s ruídos das portas que envelhecidas abrem-se para alguém entrar
As janelas dos prédios fechadas
Aos insetos que tentam adentrar essas janelas
E a alegria dos pássaros que se servem gulosos desses insetos
Façamos um brinde
Ao canto das maritacas que de tão irritante, torna-se belo
As cigarras que emergiram da terra e morrerão após o amor
As ervas daninhas que teimam em crescer só para nos lembrar que existem
As flores que reinam absolutas tanto em jardins como em qualquer outro lugar
Façamos um brinde
A água que desce da montanha para formar o rio
A própria montanha que a distancia fica azulada
Ao sol que queima a pele de quem trabalha sob sua luz
A chuva que virá no fim da tarde
Façamos um brinde
A tarde que nos trará a noite
E com a noite o frescor do descanso
Aos seres noturnos que nos assustam por serem incomuns
Ao diferente, porque o igual é cansativo aos olhos
Façamos um brinde
Ao amor e a toda dor que ele nos proporciona ao longo da vida
A misericórdia de Deus por nos sustentar
Aos sentimentos em todas as suas faces
A vida, façamos esse brinde a vida!!!










quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quinta-feira de sol...

Ouvi uma chamada na TV, que dizia que fariam um especial com o RPM. Resolvi então resgatar o Revoluções por Minuto e ouvi-lo, eu era louca por eles na adolescência, mas percebo que o meu gosto musical deu uma mudada incrível, todas as músicas que eu gostava,hoje não me dizem muita coisa. Ando preferindo ouvir o lado “B” dos meus L.Ps.
Percebi que estou preferindo ouvir “Flores Astrais” a “Olhar 43”, por exemplo. Coisas do século passado, mas a gente ouve, gosta, não gosta, faz releituras e segue assim.
Não apenas com relação às musicas, mas a muitas outras coisas, quando se tem  quinze, dezesseis anos a gente vê tudo de uma forma exagerada. Os amores são eternos (ou deveriam ser) os amigos são todos confidentes, os pais geralmente os vilões dessa época trágica que é a adolescência.
Mas a gente cresce e percebe que na vida adulta os problemas são reais. Os amores continuam não sendo eternos e os rompimentos doem tanto quanto antes, os amigos são pouquíssimos, agora entram em cena os colegas de trabalho que ficam mais em nossa companhia do que os familiares, somos seres sociais e temos responsabilidades que antes eram dos nossos pais. Acho que é por isso que o gosto musical vai mudando gradativamente, afinal, nós estamos em constante mudança. Aprendemos a questionar tudo ao nosso redor e passamos a ter idéias próprias (às vezes não tão próprias assim, rsrrs)
Ouvindo RPM, hoje enquanto conversava com um antigo affair, fui chamada de alterego, até que gostei, achei interessante, a forma como as outras pessoas nos vêem, talvez eu tivesse um alterego também, mas não o chamava por esse “nome”.
Quando nos descobrimos seres pensantes, descobrimos também que podemos influenciar os outros como os outros nos influenciam, não sei se por minha formação acadêmica ou por minha educação familiar, mas gosto desse contato humano. Essa coisa de saber do outro, de pensar com o outro. Hoje realmente estou sentindo certa nostalgia, acho que em relação aos anos 80/90. Quando numa quinta-feira linda como essa eu estaria com a minha turminha no clube, aproveitando o sol. Saudade é uma coisa boa, gostosa de sentir, se eu fechar os olhos posso sentir o cheiro daquelas tardes maravilhosas de bate-papo na beira da piscina. Era feliz, imensamente feliz, despreocupadamente feliz. Não havia nada que me preocupasse mais do que viver intensamente, nem a inflação que época era exorbitante, nem a queda do muro de Berlim me preocupava. Rupturas econômicas, guerra-fria, nada disso.
Hoje me vejo uma mulher adulta que trabalha, estuda, tem responsabilidades e pensa politicamente, exerço minha cidadania e tento ser uma brasileira por inteiro, aquela adolescente despreocupada com o mundo a sua volta ficou para trás. O sol brilha lá fora e eu estou cumprindo com a minha obrigação dentro de uma repartição pública.
O bom de tudo isso é que eu vivi o meu presente que hoje é meu passado. Mas que sempre será presente em minhas lembranças,
            Viver um momento de cada vez nos dá a oportunidade de aproveitar melhor tudo o que nos acontece, de viver mais plenamente toda experiência, de aproveitar mais os pequenos aprendizados embutidos em cada pequena experiência, em cada pequeno evento, em cada pequena ocorrência, em cada sensação.
            Na verdade, nada é tão insignificante que não mereça a nossa atenção.
 E, ao mesmo tempo, nada é tão importante que mereça nos absorver por completo. O mais importante é o equilíbrio em cada situação. Viver o presente, e no presente, de modo que passado e futuro permaneçam interligados a ele, mas não sobrepostos. Vivenciar o hoje, mantendo o ontem apenas como referência, e o amanhã somente como alvo. Lembrar sempre que é impossível chegar bem ao amanhã sem passar bem pelo hoje e sem abandonar o ontem.
 Uma vez um professor disse na faculdade disse que a história não repetia, mas gaguejava, ando acreditando cada vez mais nisso.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vazio

Sou um ser desprovido de forma
Sei que tenho um coração que pulsa e abastece
Meus órgãos com o fluido quente e vivo
 O sentimento de perda se perdeu
Nos porões da minha memória
Meu coração está vazio de sentimentos
Minha cabeça agora me guia racionalmente
Após meses de sofrimento
Descubro que não há tristeza que não se acabe
Acostumada ao gosto amargo do abandono
Na boca agora o gosto do nada
Sinto-me vazia
Nem tristeza, nem dor, nem amor
Apenas o vazio
Estranhamente vazia
Sinto uma clareza tão grande que me anula
O vazio que emana de mim tem o cheiro
De um dia, após dia, uma noite..
Exaurida, deixo-me estar vazia e lúcida
É uma lucidez vazia, como explicar?
Estou vendo claramente o vazio
Anseio os amanheceres e descobertas
A vida e suas contradições
O velho sentimento nutrido pela dor
Ficará guardado num velho baú da memória

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

altos e baixos... a vida é assim

Não sei até que ponto podemos nos justificar pela nossa falta de controle com relação aos problemas da vida.
Passei por um rompimento que me foi muito dolorido, afinal quando se está apaixonado temos a péssima mania de projetarmos no outro o que gostaríamos como diz Renata Soifer Kraiser O outro passa a ser alvo da projeção de aspectos que na verdade são nossos inconscientes. A gente SE apaixona por nós mesmos... A paixão é necessária para que possa haver a aproximação e o envolvimento. Os "defeitos" próprios de todos os seres humanos ficam escondidos por um manto de glamour e idealizações que mais tarde serão substituídos pela realidade que se mostrará com o tempo.”
 Às vezes quando estamos numa fase de altos e baixos na vida sentimental, deixamos muitas vezes a vida profissional de lado, é aquela coisa de ficar desanimado sem vontade de sair do quarto e tal. Mas a vida é um misto de sentimentos e coisas que nem sempre temos controle, hoje podemos estar felizes, amanhã deprimidos. Nem por isso devemos investir num só seguimento. O ser humano é controverso por natureza, mas a vida é assim, estamos todos propensos ao destino, acreditando ou não nele.
A vida moderna está aí em nossa frente, para podermos enfrentá-la e superá-la com os desafios e as barreiras que são impostas pelo mundo e fazendo assim as pessoas cada vez mais competitivas e habilidosas para que possam alcançar os seus objetivos e metas direta ou indiretamente. Parece-me que as pessoas estão tomadas por um senso de urgência, um imediatismo, que se manifesta em defesa de interesses de curto prazo, pontuados isoladamente e localmente, como se estivessem desconectadas do organismo social.
Desta forma eu só posso dizer que tudo na vida passa, é cíclico, estamos em constantes descobertas, amores vem e vão, devemos aprender a ser mais resilientes e nos perdoarmos sempre, seguir em frente e fazermos o nosso melhor sempre, nunca deixando que outros sofram por aquilo que é só nosso.
Procure ser um profissional diferenciado, a partir do momento em que você entra no seu trabalho, todos os seus problemas devem ficar do lado de fora, isso vale também para a família, quando voce chega em casa. Isso evita que além da tristeza de sofrer por amor você ainda sofra pela perda do seu trabalho.
Bom dia a todos!!!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ontem eu estava assistindo ao Metrópolis e vi uma entrevista do Edgard Scandurra (ex Ira!), incrível como os anos 80 foram interessantes, curti esse período na adolescencia, mas hoje vejo as composições com outros olhos. Ele citou o Guilherme Arantes como sendo um ícone incompreendido, já que usava o piano como instrumento principal em suas composições, realmente suas músicas eram e ainda são maravilhosas mesmo num contexto social que pregava o individualismo, ele apostou no amor. Como dizia Cazuza "o tédio é o sentimento mais moderno que existe", mas o amor e essa dor de amar continua sendo o combustível para as composições musicais. E eu que vivi a geração coca-cola, a reabertura política, a queda do muro de Berlim e muitas outras quedas de muitos outros muros e tabus, hoje chego aos 35 anos, acreditando que a vida passa e o único sentimento que podemos levar é o amor, em suas diversas formas. Amem, amem muito, joguem-se nesse sentimento, afinal a melhor coisa do mundo é sentir no peito a aceleração do coração quando se pensa no objeto desse amor. Piegas? Pode ser... Mas eu ainda busco um amor verdadeiro.

Êxtase - Guilherme Arantes

Eu nem sonhava
Te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol
No meu peito...
Quero acordar
Te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Com sua ajuda
Tranqüila e serena
Vou aprendendo
Que amar vale a pena...
Que essa amizade
É tão gratificante
Que esse diálogo
É muito importante...
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Eu nem sonhava
Te amar desse jeito...

Não mais

Habitei em teu ser
Dei a ti o melhor de mim
Fui tua e fiz de ti um ser fugaz
Quis teu riso feliz
Tua satisfação em ser o que você é
Sonhei teus sonhos
Vivi tua vida infame
Fui luz de teus olhos
Coluna para teu corpo
Amparo para seus erros
Fui teu pai
Tua mãe
Tua irmã
Amiga e amante
Fui... Hoje não sou mais
Fui antes, fui quase, hoje sou nunca
E fui só por te amar

Antes de voce

Minha  capacidade de viver tem os limites de possibilidades infinitas
De sonhar com um mundo que jamais verei
De libertar-me da escravidão da palavra
Posso violentar a vida
Mas lembrar-me com saudade é como me despedir de novo
Sinto falta de sentido no pulso que pulsa em mim
Conquisto o mais profundamente a minha liberdade de sensações
Tudo acaba, mas o que te escrevo continua vivo
E o melhor está nas entrelinhas
Quero a lucidez da falta de sentimentos
Tenho medo. O coração acelera. Atinjo o real através do sonho
É como beber do céu em sua inexistência
Sua ausência de cor e forma
Deixando-me numa embriaguez suave
Tonta e quase ansiosa, como se minhas percepções fossem vagos pensamentos
Percebo que o tempo passa depressa demais e eu...
Não me lembro como eu era antes de voce

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

59

Palavras sem promessas entre olhares famintos
Risos tímidos com toques involuntários
Há um magnetismo uma visão fragmentada
Voltamos a ter o que nunca tivemos
Nossos corpos e a nudez revelada
Contornos de uma nudez vazia
Sem sentido mas com a mesma mansa loucura de um coração desprotegido
Correndo o risco de ser esmagado pelo acaso
Agora temos um segredo, mas a verdade não faz sentido
Aquilo que  perdi e finalmente tive, me deixou como uma criança que anda sozinha
A verdade não faz sentido, o mundo me encolhe
Entre gemidos e suores o odor suave e almiscarado, seu o sabor
A nudez vem apenas da ausência do que se cobre
No silêncio o destino me escapa como se deixar cair num abismo
Um abismo. Só essa coisa grande e vazia: um abismo
Forço me um sorriso e acaricio seu rosto...
Resta fragmentos incompreensíveis de um ritual

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sangue

Machuca-me
Corta-me como uma maldita guilhotina afiada
Dolorido como um coração partido
Ilusões num vermelho vivo
Sangue que jorra do meu corpo vivo
Dor lancinante
Estremeço ao me reconhecer tão viva
Dor de viver
Corta a minha carne
Torna-me sangue
Sangue vivo
Sangue quente
Carne morta e ferida aberta

Como o tempo

Deixou-me marcas como o tempo
Detive o sentimento pior
O da perda da Amizade
E quis tirá-lo de mim
Como quem faz um aborto
Uma fuga vazia e sem promessa
Esperança inútil de iluminar o silêncio
O real atingido através do sonho
Quis sua vaga lembrança
Não a tenho mais
Quis a glória da escolha
Não pude
Saiu de mim comoo o tempo
Que passa  e não nos avisa que não para
Só passa
E continua indo embora...