quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ontem eu estava assistindo ao Metrópolis e vi uma entrevista do Edgard Scandurra (ex Ira!), incrível como os anos 80 foram interessantes, curti esse período na adolescencia, mas hoje vejo as composições com outros olhos. Ele citou o Guilherme Arantes como sendo um ícone incompreendido, já que usava o piano como instrumento principal em suas composições, realmente suas músicas eram e ainda são maravilhosas mesmo num contexto social que pregava o individualismo, ele apostou no amor. Como dizia Cazuza "o tédio é o sentimento mais moderno que existe", mas o amor e essa dor de amar continua sendo o combustível para as composições musicais. E eu que vivi a geração coca-cola, a reabertura política, a queda do muro de Berlim e muitas outras quedas de muitos outros muros e tabus, hoje chego aos 35 anos, acreditando que a vida passa e o único sentimento que podemos levar é o amor, em suas diversas formas. Amem, amem muito, joguem-se nesse sentimento, afinal a melhor coisa do mundo é sentir no peito a aceleração do coração quando se pensa no objeto desse amor. Piegas? Pode ser... Mas eu ainda busco um amor verdadeiro.

Êxtase - Guilherme Arantes

Eu nem sonhava
Te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol
No meu peito...
Quero acordar
Te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Com sua ajuda
Tranqüila e serena
Vou aprendendo
Que amar vale a pena...
Que essa amizade
É tão gratificante
Que esse diálogo
É muito importante...
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Eu nem sonhava
Te amar desse jeito...

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