Meu corpo incógnito te diz
Ouve-me, ouve o silêncio
Eu que venho da dor de viver
Quero a vibração do alegre
Mal existo e se existo é com delicado cuidado
Sou heroicamente livre
Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca.
Quase livre de meus erros
Eu não o quero mais
Quero é uma verdade inventada.
Tenho por dom a paixão
O mais inatingível para sempre ou para nunca
Estou atrás do que fica atrás do pensamento
Instantes de metamorfose
A falta de sentido que tem a veia que pulsa
Numa confusa e orgíaca beleza
Esta minha capacidade de viver
Sou orgânica
Sou implícita
Sou Diana a Caçadora de ouro e só encontro ossos
Estou mal e mal viva.
Quero a experiência de uma falta de sentido
da falta de sentido nascerá um sentido
eu te deixo ser, deixa-me ser então
Eu quero o inconcluso
Lê a energia que está no meu silêncio
Ouve-me, ouve o meu silêncio
Lúcida escuridão, luminosa estupidez.
Entorpecida e dormente como depois do amor
E o tempo é quanto dura um pensamento
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