segunda-feira, 25 de outubro de 2010

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Palavras sem promessas entre olhares famintos
Risos tímidos com toques involuntários
Há um magnetismo uma visão fragmentada
Voltamos a ter o que nunca tivemos
Nossos corpos e a nudez revelada
Contornos de uma nudez vazia
Sem sentido mas com a mesma mansa loucura de um coração desprotegido
Correndo o risco de ser esmagado pelo acaso
Agora temos um segredo, mas a verdade não faz sentido
Aquilo que  perdi e finalmente tive, me deixou como uma criança que anda sozinha
A verdade não faz sentido, o mundo me encolhe
Entre gemidos e suores o odor suave e almiscarado, seu o sabor
A nudez vem apenas da ausência do que se cobre
No silêncio o destino me escapa como se deixar cair num abismo
Um abismo. Só essa coisa grande e vazia: um abismo
Forço me um sorriso e acaricio seu rosto...
Resta fragmentos incompreensíveis de um ritual

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