quinta-feira, 28 de outubro de 2010

altos e baixos... a vida é assim

Não sei até que ponto podemos nos justificar pela nossa falta de controle com relação aos problemas da vida.
Passei por um rompimento que me foi muito dolorido, afinal quando se está apaixonado temos a péssima mania de projetarmos no outro o que gostaríamos como diz Renata Soifer Kraiser O outro passa a ser alvo da projeção de aspectos que na verdade são nossos inconscientes. A gente SE apaixona por nós mesmos... A paixão é necessária para que possa haver a aproximação e o envolvimento. Os "defeitos" próprios de todos os seres humanos ficam escondidos por um manto de glamour e idealizações que mais tarde serão substituídos pela realidade que se mostrará com o tempo.”
 Às vezes quando estamos numa fase de altos e baixos na vida sentimental, deixamos muitas vezes a vida profissional de lado, é aquela coisa de ficar desanimado sem vontade de sair do quarto e tal. Mas a vida é um misto de sentimentos e coisas que nem sempre temos controle, hoje podemos estar felizes, amanhã deprimidos. Nem por isso devemos investir num só seguimento. O ser humano é controverso por natureza, mas a vida é assim, estamos todos propensos ao destino, acreditando ou não nele.
A vida moderna está aí em nossa frente, para podermos enfrentá-la e superá-la com os desafios e as barreiras que são impostas pelo mundo e fazendo assim as pessoas cada vez mais competitivas e habilidosas para que possam alcançar os seus objetivos e metas direta ou indiretamente. Parece-me que as pessoas estão tomadas por um senso de urgência, um imediatismo, que se manifesta em defesa de interesses de curto prazo, pontuados isoladamente e localmente, como se estivessem desconectadas do organismo social.
Desta forma eu só posso dizer que tudo na vida passa, é cíclico, estamos em constantes descobertas, amores vem e vão, devemos aprender a ser mais resilientes e nos perdoarmos sempre, seguir em frente e fazermos o nosso melhor sempre, nunca deixando que outros sofram por aquilo que é só nosso.
Procure ser um profissional diferenciado, a partir do momento em que você entra no seu trabalho, todos os seus problemas devem ficar do lado de fora, isso vale também para a família, quando voce chega em casa. Isso evita que além da tristeza de sofrer por amor você ainda sofra pela perda do seu trabalho.
Bom dia a todos!!!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ontem eu estava assistindo ao Metrópolis e vi uma entrevista do Edgard Scandurra (ex Ira!), incrível como os anos 80 foram interessantes, curti esse período na adolescencia, mas hoje vejo as composições com outros olhos. Ele citou o Guilherme Arantes como sendo um ícone incompreendido, já que usava o piano como instrumento principal em suas composições, realmente suas músicas eram e ainda são maravilhosas mesmo num contexto social que pregava o individualismo, ele apostou no amor. Como dizia Cazuza "o tédio é o sentimento mais moderno que existe", mas o amor e essa dor de amar continua sendo o combustível para as composições musicais. E eu que vivi a geração coca-cola, a reabertura política, a queda do muro de Berlim e muitas outras quedas de muitos outros muros e tabus, hoje chego aos 35 anos, acreditando que a vida passa e o único sentimento que podemos levar é o amor, em suas diversas formas. Amem, amem muito, joguem-se nesse sentimento, afinal a melhor coisa do mundo é sentir no peito a aceleração do coração quando se pensa no objeto desse amor. Piegas? Pode ser... Mas eu ainda busco um amor verdadeiro.

Êxtase - Guilherme Arantes

Eu nem sonhava
Te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol
No meu peito...
Quero acordar
Te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Com sua ajuda
Tranqüila e serena
Vou aprendendo
Que amar vale a pena...
Que essa amizade
É tão gratificante
Que esse diálogo
É muito importante...
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Eu nem sonhava
Te amar desse jeito...

Não mais

Habitei em teu ser
Dei a ti o melhor de mim
Fui tua e fiz de ti um ser fugaz
Quis teu riso feliz
Tua satisfação em ser o que você é
Sonhei teus sonhos
Vivi tua vida infame
Fui luz de teus olhos
Coluna para teu corpo
Amparo para seus erros
Fui teu pai
Tua mãe
Tua irmã
Amiga e amante
Fui... Hoje não sou mais
Fui antes, fui quase, hoje sou nunca
E fui só por te amar

Antes de voce

Minha  capacidade de viver tem os limites de possibilidades infinitas
De sonhar com um mundo que jamais verei
De libertar-me da escravidão da palavra
Posso violentar a vida
Mas lembrar-me com saudade é como me despedir de novo
Sinto falta de sentido no pulso que pulsa em mim
Conquisto o mais profundamente a minha liberdade de sensações
Tudo acaba, mas o que te escrevo continua vivo
E o melhor está nas entrelinhas
Quero a lucidez da falta de sentimentos
Tenho medo. O coração acelera. Atinjo o real através do sonho
É como beber do céu em sua inexistência
Sua ausência de cor e forma
Deixando-me numa embriaguez suave
Tonta e quase ansiosa, como se minhas percepções fossem vagos pensamentos
Percebo que o tempo passa depressa demais e eu...
Não me lembro como eu era antes de voce

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

59

Palavras sem promessas entre olhares famintos
Risos tímidos com toques involuntários
Há um magnetismo uma visão fragmentada
Voltamos a ter o que nunca tivemos
Nossos corpos e a nudez revelada
Contornos de uma nudez vazia
Sem sentido mas com a mesma mansa loucura de um coração desprotegido
Correndo o risco de ser esmagado pelo acaso
Agora temos um segredo, mas a verdade não faz sentido
Aquilo que  perdi e finalmente tive, me deixou como uma criança que anda sozinha
A verdade não faz sentido, o mundo me encolhe
Entre gemidos e suores o odor suave e almiscarado, seu o sabor
A nudez vem apenas da ausência do que se cobre
No silêncio o destino me escapa como se deixar cair num abismo
Um abismo. Só essa coisa grande e vazia: um abismo
Forço me um sorriso e acaricio seu rosto...
Resta fragmentos incompreensíveis de um ritual

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sangue

Machuca-me
Corta-me como uma maldita guilhotina afiada
Dolorido como um coração partido
Ilusões num vermelho vivo
Sangue que jorra do meu corpo vivo
Dor lancinante
Estremeço ao me reconhecer tão viva
Dor de viver
Corta a minha carne
Torna-me sangue
Sangue vivo
Sangue quente
Carne morta e ferida aberta

Como o tempo

Deixou-me marcas como o tempo
Detive o sentimento pior
O da perda da Amizade
E quis tirá-lo de mim
Como quem faz um aborto
Uma fuga vazia e sem promessa
Esperança inútil de iluminar o silêncio
O real atingido através do sonho
Quis sua vaga lembrança
Não a tenho mais
Quis a glória da escolha
Não pude
Saiu de mim comoo o tempo
Que passa  e não nos avisa que não para
Só passa
E continua indo embora...

Incerto

Meu coração vacila na escuridão
Nem a realidade me delimita
Numa desarmonia que eu entendo
Preciso de segredos para viver
Sou aos poucos livre como o ato de pensar
Apenas vivo
Denunciando  o horror alucinante que a vida é mortal
Quero violentar a realidade móvel
Liberto-me da escravidão da palavra medo
Inútil  meu querer
Pensamento vazio pleno e incerto
Dou-te minha inquieta alegria
Meu lirismo sem vergonha

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

divagando a respeito da vida...

 Sou a esperança perdida, o sonho não realizado. Sou o desamor que ainda ama. A alma que perambula por sua vida. Em minhas veias não corre sangue, meu coração humano pulsa alimentado por mel..

Um amor

Quando o vi acreditei que seria só uma aventura
Fui traída pela credulidade
Enganei-me
Tornou-se desventura

Deixei-me enganar
Fui feliz e acreditei que seria eternal
Como um instante que dura uma era
Meu amor cresceu solitário

Uma orquídea rara
A lua no céu
O próprio sol

Uma descoberta
Minha decepção
E mesmo cicatrizado meu coração ainda sangra

O tempo

Meu corpo incógnito te diz
Ouve-me, ouve o silêncio
Eu que venho da dor de viver
Quero a vibração do alegre
Mal existo e se existo é com delicado cuidado
Sou heroicamente livre
Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca.
Quase  livre de meus erros
Eu não o quero mais
Quero  é uma verdade inventada.
Tenho por dom a paixão
O mais inatingível para sempre ou para nunca
Estou atrás do que fica atrás do pensamento
Instantes  de metamorfose
A falta de sentido que tem a veia que pulsa
Numa confusa e orgíaca beleza
Esta minha capacidade de viver
Sou orgânica
Sou implícita
Sou Diana a Caçadora de ouro e só encontro ossos
Estou mal e mal viva.
Quero a experiência de uma falta de sentido
da falta de sentido nascerá um sentido
eu te deixo ser, deixa-me ser então
Eu quero o inconcluso
Lê a energia que está no meu silêncio
Ouve-me, ouve o meu silêncio
Lúcida escuridão, luminosa estupidez.
Entorpecida e dormente como depois do amor
E o tempo é quanto dura um pensamento

O meu olhar

Se você olhasse os meus olhos
Se veria dentro deles
E eu seria feliz, por um segundo
Em saber que você mora dentro de mim

Meus olhos refletiriam o brilho da sua alma
Mas você vive em outros olhos
No mundo lá fora bem longe do meu olhar
Bem longe de mim

Eu fecho os olhos e te vejo
Meus olhos e meu olhar ficaram sem brilho
Quando vi tudo mudar

Quando vi você se mudar de mim fiquei triste
Talvez porque ninguém mais more nos meus olhos
Meu olhar é  vazio

Instante

Sou um ser concomitante: reúno em mim o passado, o presente e o futuro
O tempo que lateja                                                                                        
O tempo é quanto dura um pensamento
O instante é semente viva
Prendi para mim o instante antes que ele morresse
Ele que perpetuamente morre
Quero, dentro desta noite, vida crua e sangrenta
Cheia de saliva
Uma instintiva volúpia daquilo que está escondido
Substrato imprevisível do mal que está dentro de mim
Os passos que ouço são os meus.
Vem do sofrido longe, vem do inferno de amar
Estou sozinha, eu e minha liberdade
Venho do sofrido longe,
Venho do inferno de amor
E agora libertei-me de ti

Gostar de voce

Eu gosto de você como se gosta do pôr do sol
Vejo nos teus olhos todo o brilho, toda transparência
De um porvir
Agradeço por você existir

Sinto sua presença quando penso em você
E mais uma vez, sou grata por sua existência
Como o céu alaranjado de um final de tarde
Vejo você

Sua luz irradia alegria, dialética
Sua personalidade forte e sua delicadeza
Faz-me desejar e ...

Eu desejo a sua felicidade
Eu desejo a sua ternura
Eu desejo sempre gostar de você

Eu sou o tempo

Eu sempre tenho razão
Eu posso dominar-te
Eu te cego
Eu tenho o poder de fazer-te calar
Eu posso ser boa
Eu posso ser má
Eu sou a surpresa
Eu nunca me arrependo
Eu sou o que você gostaria de ter
Eu sou o ar
Eu sou a sua droga
Eu sou a sua graça
Eu sou o fogo
Eu sou o seu jogo
Eu sou fria
Eu sou perfeita
Eu sou inquebrável
Eu sou inocente
Eu sou exata
Eu sou o hoje
Eu sou imprevisível
Eu sou inconformada
Eu sou a promessa
Eu sou a palavra
Eu sou a ira
Eu sou o amor
Eu sou o teu destino
Eu sou inesquecível
Eu sou o teu caminho
Eu sou corpo e coração
Eu sou o que eu posso ser



Desdemona

Almejava viver realmente, gozar realmente, agir realmente
Ao invés de restringir-me ao papel de mera expectadora
Cega, surda, inocente, parei de pensar e comecei a sentir
Como um malabarista equilibra seus tacos

Brincava com os sentimentos
Essa fonte que jorra invisível
Inundando apaixonadamente os pensamentos
Como Desdemona , chorei e sofri

Fértil de bons sentimentos
Alimento-me da sua vaga lembrança
Degusto calmamente o fel da sua ausência

Placidamente privou-me do amor, provando a sua fraqueza
Tirou-me tudo, deu-me somente a mim
E lembrei-me a tempo de esquecer você...

Amanhecer

Suspirando..
Abro os olhos e ouço
São os bem-te-vis
Fecho os olhos novamente
Sinto sua presença
Quero tocar-lhe
Mas não posso
Você não está ao meu lado
Sinto voce perto quando fecho os olhos
Eu quero sentir sua presença, seu toque
Fecho os olhos, suspirando sinto seu cheiro
Eu não quero sentir sua ausência
Meu corpo estremece com a ilusão da sua presença
É boa a sensação de você comigo
Sorrindo abro os olhos
Amanheceu e com o amanhecer chega um novo dia
Mais um dia sem você
Fico com a ilusão
Sofro
Sinto
Logo vai anoitecer e o negrume da noite me trará voce
Que repousará novamente em meus braços
Serei sua e você será meu
E eu não anseio o amanhecer...

Simplesmente mulher

Sou mais do que você pode perceber
Não me revelando realizo-me em você
Sou bela, Santa, fera e louca
Entusiasmo nesta insensatez

Estranha junção ora carnal, ora de almas
Sou eu mesma, brincando de ser o que já fui
Ingênua... Conto coisas fúteis
Mostro o que amo e detesto

Você me faz ter gana de ser mais feminina
Ser mais Venus ou Afrodite
Atena ou Minerva, que sabe Hera ou Ishtar

Deusa do amor e da beleza, da guerra e das artes
Passional... uma mulher
Simplesmente uma mulher