sexta-feira, 13 de julho de 2012

Desabafo


Aprendi a duras penas que amigos nunca te culpam por você estar presente na derrotas das suas vidas, amigos agradecem pela sua presença, seja ela em bons ou maus momentos. Esses mesmos amigos não te julgam por suas atitudes, muitas vezes extremistas ou desesperadas, eles te compreendem e te aceitam como você é, seja você uma pessoa frágil ou muito forte.

Amigos não ignoram a presença de pessoas que foram importantes em certos momentos da vida e quando a convivência torna-se difícil, pela distancia ou pelas escolhas, amigos comunicam-se, de qualquer forma, mas não apagam e nem se deixam levar por uma momentânea rusga que possa ter havido, afinal são amigos...

Aprendi que amigos são como irmãos que escolhemos ao longo da vida, e aprendi também que um grande amor, quando acaba aquela paixão, torna-se amizade.

Aos meus amigos, verdadeiros  amigos um grande e demorado abraço!


Espera..


O que me resta senão esperar

Esperar o tempo que for preciso

A vida que corre em círculos

Os dias que se levantam e o por do sol



A noite escura e longa

E o novo o dia e mais um por do sol

E vou esperando

Até que chegue o dia ou a noite



Em que a espera torna-se  prazer

E os olhos antes atentos, agora se fecham

Para olharem por dentro da alma



Que satisfeita na espera sorri e transborda

E a espera valeu por toda solidão e tristeza

E todo sentimento que antes reinava no vazio



Agora encontra alento no peito que arfa no ritmo

E nas batidas do coração sofrido pela espera

De encontrá-lo mais uma vez








Agora




Agora estou dentro de mim

Sinto-me enclausurada no meu corpo

Não consigo sair de mim

Tenho vontade de me rasgar, sair das minhas entranhas

Minha garganta seca, minha voz , que voz?

Quero ser eu e não estar em mim

Amor e ódio por estar presa

Desejo liberdade, a minha liberdade

Sinto-me escravizada dentro desse mundo artificial

Cansada de frases feitas, de sentimentos prontos

Agora eu quero o veneno, o bálsamo não me realiza

Quero viver o desconexo, o caos da inconstância

Agora somente Agora