O que me resta senão esperar
Esperar o tempo que for preciso
A vida que corre em círculos
Os dias que se levantam e o por do sol
A noite escura e longa
E o novo o dia e mais um por do sol
E vou esperando
Até que chegue o dia ou a noite
Em que a espera torna-se
prazer
E os olhos antes atentos, agora se fecham
Para olharem por dentro da alma
Que satisfeita na espera sorri e transborda
E a espera valeu por toda solidão e tristeza
E todo sentimento que antes reinava no vazio
Agora encontra alento no peito que arfa no ritmo
E nas batidas do coração sofrido pela espera
De encontrá-lo mais uma vez
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