Quando nos apaixonamos ou achamos que estamos apaixonados saímos do nosso eixo e projetamos no outro o que gostaríamos que o outro sentisse por nós. Cruel!
A paixão (do verbo latino, patior, que significa sofrer ou suportar uma situação dificil) é uma emoção de ampliação quase doentia, o apaixonado perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico em que o apaixonado perde parcialmente a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocinar.
Nem sempre temos essa consciencia de que muitas vezes, colocamos nos ombros do outro aquilo que nem nós mesmos entedemos.
Queremos que o objeto dessa nossa paixão nos corresponda com a mesma intensidade que nós sentimos, e tantas vezes esse objeto dessa nossa paixão nem tem idéia do monstro apaixonado que tem por perto. Sofremos, choramos, nos sentimos traídos pelo desejo e pela vida e nos colocamos no lugar de vítima das circunstancias. Enlouquecemos por tudo o que sentimos e enlouquecemos a pessoa, essa sim a verdadeira vítima dessa história.
Apaixonados escrevem letras de músicas e poemas como ninguém, já que a loucura dessa paixão elucida e transforma simples palavras em idéias significativas e com muito sentimento. Tenho uma forte tendencia a essa loucura, gosto de sentir a adrenalina da paixão, o sofrimento e a angústia de não ter o objeto da paixão por completo.. porém como identifico os sinais clássicos dessa minha doença, me policio e convivo bem com meus sintomas que serão ajustados...
quinta-feira, 13 de junho de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
Nosso mundo
Ouvindo a música ' Nosso mundo'(Barão Vermelho) e pensando que há pessoas que somam e àquelas que nos roubam da forma mais violenta nossos sonhos, momentos, alegrias, muitas vezes até a nossa solidão. Gosto de sentir o calor do olhar que acalenta, coisa impossível de ter nessas almas gélidas, nesses corpos nutridos pelo fel, que constrastando com o sangue vermelho e quente, é negro e frio. Fecho meus olhos e imagino sentir num abraço a pulsação de um coração vivo, de braços envolventes que me trazem afago e proteção. Abro os olhos e sei que" se eu ainda soubesse como mudar o mundo se eu ainda pudesse saber um pouco de tudo eu voltaria atrás do tempo".
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Lisa Simpson
Tenho o hábito de
assistir “Os Simpsons” acho o desenho inteligente atual e divertido. Ouvi duas
palavras ditas pela Liza que só tinha ouvido a faculdade de teologia e mesmo
assim num tom autoritário que me fez pensar o que eu estava fazendo ali (deixei
o curso).
Fiquei imaginando
que haveria pelo menos uma dúzia de pessoas que não teriam ideia do significado
de “transubstanciação” e “consubstanciação”.
Transubstanciação. É a crença católica-romana de que uma vez que um sacerdote
ordenado abençoe o pão da Ceia do Senhor, este é transformado literalmente na
carne de Cristo; e quando ele abençoa o vinho, este é transformado literalmente
no sangue de Cristo. Baseiam-se em textos como: João 6:32-58; Mateus9 26:26;
Lucas 22:17-23; e I Coríntios 11:24-25.
Consubstanciação. É a crença na presença espiritual de Jesus nas espécies do pão e
do vinho. E significa que Jesus se encontra presente COM a substância do pão e
do vinho sem modificá-las / transformá-las. Na consubstanciação, o Corpo e o
sangue, se juntam ao pão e vinho, porém a substância do pão permanece,
juntamente com sua aparência.
O Cristianismo surgiu para tomar espaço frente ao paganismo, no
lugar de deusas surge um único Deus, em vez do popular feminino, surge o
masculino na forma de um Pai. Pai esse que tem princípios rígidos e um toque
suave. A humanidade começa a mudar e o que surge como uma tábua de salvação e
dos pecados terrenos vem a ser uma excelente arma política nas brilhantes
mentes Romanas.
Quando o filósofo Nietzsche afirma que Deus está morto, ele não
se refere a uma morte literal, na verdade ele quer dizer que a religião
institucionalizada matou o Deus dos cristãos.
Os imperadores centralizaram o Estado Romano e assim obtiveram o controle dos cidadãos bem como recursos humanos e financeiros para reestruturar o fragil império. Unifica-lo em torno de uma ideologia, é tudo o que precisam para formação desse monopólio.
Desta forma mata-se a essencia e nasce-se os dogmas, claro que fazendo sempre menção à sua genese, mas nunca mais com a pureza original. Ouso dizer que nasce a religião-política e com ela as discussões sobre as diferenças que mais tarde, lá na Reforma (Lutero e Calvino) darão espaço a Católicos e Protestantes e as tais palavrinhas com que começamos esse texto.
sábado, 11 de maio de 2013
Silencio
Silêncio
Eu costumo sorrir demais, e fingir que eu posso tudo
Ninguém sabe o que eu sou capaz pra conquistar o mundo
Ninguém sabe o que eu sou capaz pra conquistar o mundo
Eu não posso perder meu tempo com alguém que eu não preciso
E se agente se amar um dia pensa bem, o que é que eu ganho com isso
E se agente se amar um dia pensa bem, o que é que eu ganho com isso
Mas quando a noite chega e eu não tenho mais pra quem fingir
Só eu sei o que isso dói
Eu te vejo sorrir demais e esse olhar que pode tudo
E eu nem sei se acho graça ou não porque eu sei, eu sei que lá no fundo, sempre que a noite chega e você não tem pra quem fingir
Sempre que a noite chega você queria tanto alguém igual a mim
Só eu sei o que isso dói
Eu te vejo sorrir demais e esse olhar que pode tudo
E eu nem sei se acho graça ou não porque eu sei, eu sei que lá no fundo, sempre que a noite chega e você não tem pra quem fingir
Sempre que a noite chega você queria tanto alguém igual a mim
E a gente acaba a noite sempre assim, bebendo orgulho e
solidão
Chorando em frente a televisão mantendo silêncio pra ninguém ouvir
Pra ninguém ouvir
Chorando em frente a televisão mantendo silêncio pra ninguém ouvir
Pra ninguém ouvir
Esse mundo é cruel demais, mas você é mais que o mundo
Seu dinheiro, poder e fama você acha que te protegem de tudo
Mas quando a noite chega e ninguém tem mais pra quem fingir
Mas quando a noite chega você tem tanto medo você é tão igual a mim
Seu dinheiro, poder e fama você acha que te protegem de tudo
Mas quando a noite chega e ninguém tem mais pra quem fingir
Mas quando a noite chega você tem tanto medo você é tão igual a mim
E a gente acaba a noite sempre assim, bebendo orgulho e
solidão
Chorando em frente a televisão
Mantendo silêncio, oh..
Pra ninguém ouvir
Sofrendo em silêncio pra ninguém ouvir
Chorando em frente a televisão
Mantendo silêncio, oh..
Pra ninguém ouvir
Sofrendo em silêncio pra ninguém ouvir
(Queria eu ter escrito esta letra, é perfeita para esse meu momento)
terça-feira, 30 de abril de 2013
Já ouvi que a beleza que seduz
quase nunca coincide com a beleza que apaixona..
O que é uma pessoa bonita?
Não sei a resposta. A beleza
é algo tão subjetivo e ao mesmo tempo tão palpável. Digo isso, por ter lido em
algum lugar que as mulheres feias deveriam deixar de buscar ideais utópicos na
beleza clássica, chega a ser engraçado para um adulto assimilar esse tipo de
informação. Vejo beleza no ser humano em geral, seja uma beleza clássica e
perfeitamente simétrica como aquela beleza implícita, que você precisa olhar
uma segunda vez para enxergá-la com propriedade.
Quando se é criança,
temos a pureza no olhar e na alma e enxergamos tudo com tanta naturalidade, que
muitas vezes até deficiências físicas não nos choca, aí crescemos e sofremos a
metamorfose da adolescência, e viramos seres cruéis e críticos vorazes das
diferenças, nos auto impomos padrões pré estabelecidos por uma sociedade
hipócrita e podre, que nos empurra garganta à baixo um produto vendável.
Infelizmente é isso que somos, um produto, servimos a propósitos capitalistas
como consumidores e só.
A grande maioria das
pessoas que tem oportunidade de pensar como indivíduo, muitas vezes acaba por
se trair, regurgitando o que lhe foi imposto como grandes verdades absolutas.
Somos pessoas diferentes, somos seres únicos com características diversas, e essa
é a beleza da vida, o ser diferente. Buscamos no outro o que nos falta e
sabemos que muitas vezes a falta dessa característica nos assusta. Vemos beleza
ou feiura dependendo do contexto em que vivemos; em primeiro lugar nos é
mostrado o modelo grego, clássico, simétrico e mais tarde com a nossa vivencia
experimentamos a beleza pura e nobre, aquela que não se pode quantificar. A
beleza de uma expressão de um olhar, ou a de um sorriso tímido. Nem sempre
corpos esculpidos são tão belos, quanto um corpo que gerou uma vida. Gosto
desse conceito subjetivo de beleza, que não impõe padrões a esse ou aquele,
gosto de admirar todas as belezas, sejam belas para o mundo ou belas para
apenas uma pessoa. Vejo beleza no caos e na calmaria, na sinceridade e até na
mentira, afinal nem sempre sinceridade faz bem e mentira fere.
Deus é sábio e
constante e a natureza nos apresenta um espetáculo nas 24 horas do dia, assim
como nós somos espetáculos individuais. Já dizia Kafka: que quem possui a
faculdade de ver a beleza, não envelhece.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Monocromático
Acredito que ninguém é feliz e satisfeito todos os dias, e eu passei por alguns momentos bem punks nesses ultimos meses. Mas, como sou uma otimista incorrigível, acabei por ver o lado bom desse monstro que atende por depressão moderada. Descobri que mesmo sem vontade alguma, voce consegue se levantar da cama, vestir um sorriso e ir trabalhar, e no trabalho ser uma pessoa (que mesmo estando em pedaços) interage. Descobri também que o costumeiro mau humor é móvel, a gente tira quando precisa, e volta a colocá-lo quando chega em casa e se tranca no quarto; porque ninguém precisa do mau humor alheio, nem precisa saber de suas mazelas, suas decepções e afins.
Mas, voltando a parte boa.. foi num desses dias em que voce está mais chato e triste que de costume que um amigo me apresentou de forma muito interessante um músico chamado
Yann Pierre Tiersen (Brest, 23 de junho de 1970) é um músico de vanguarda, multiinstrumentista e compositor francês de origem judaica com raízes belgas e norueguesas. Compondo para piano, sanfona e violino, sua música aproxima-se de Erik Satie e do minimalismo de Steve Reich, Philip Glass e Michael Nyman. Tornou-se internacionalmente conhecido ao compor trilhas sonoras de filmes como O fabuloso destino de Amélie Poulain e Good Bye, Lenin!.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Yann_Tiersen)
Fiquei fascinada pelo estilo e me apaixonei, a primeira musica que ouvi foi Monochrome do álbum Le Phare (o farol) de 1997. Sempre gostei de explorar os meus sentidos e a audição nos leva a lugares magníficos também. Talvez se não estivesse numa fase inusitada em minha vida, nunca tivesse cinhecido esse artista. Fica a dica a quem me le agora, ouça coisas novas, procure inovação, seja diferente da grande maioria, procure por voce mesmo. Sinto a música como água caindo no meu corpo, às vezes aquece, outras refresca. Enfim.. é isso. Abaixo colocarei a letra com a tradução da musica Monochrome.
Mas, voltando a parte boa.. foi num desses dias em que voce está mais chato e triste que de costume que um amigo me apresentou de forma muito interessante um músico chamado
Yann Pierre Tiersen (Brest, 23 de junho de 1970) é um músico de vanguarda, multiinstrumentista e compositor francês de origem judaica com raízes belgas e norueguesas. Compondo para piano, sanfona e violino, sua música aproxima-se de Erik Satie e do minimalismo de Steve Reich, Philip Glass e Michael Nyman. Tornou-se internacionalmente conhecido ao compor trilhas sonoras de filmes como O fabuloso destino de Amélie Poulain e Good Bye, Lenin!.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Yann_Tiersen)
Fiquei fascinada pelo estilo e me apaixonei, a primeira musica que ouvi foi Monochrome do álbum Le Phare (o farol) de 1997. Sempre gostei de explorar os meus sentidos e a audição nos leva a lugares magníficos também. Talvez se não estivesse numa fase inusitada em minha vida, nunca tivesse cinhecido esse artista. Fica a dica a quem me le agora, ouça coisas novas, procure inovação, seja diferente da grande maioria, procure por voce mesmo. Sinto a música como água caindo no meu corpo, às vezes aquece, outras refresca. Enfim.. é isso. Abaixo colocarei a letra com a tradução da musica Monochrome.
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Monochrome
Anyway, I can try
Anything it's the same circle
That leads to nowhere and I'm tired
now.
Anyway, I've lost my face,
My dignity, my look,
Everything is gone
And I'm tired now.
But don't be scared,
I found a good job and I go to work
Every day on my old bicycle you
loved.
I am pilling up some unread books
under my bed
And I really think I'll never read
again.
No concentration,
Just a white disorder
Everywhere around me,
You know I'm so tired now.
But don't worry
I often go to dinners and parties
With some old friends who care for
me,
Take me back home and stay.
Monochrome floors, monochrome walls,
Only absence near me,
Nothing but silence around me.
Monochrome flat, monochrome life,
Only absence near me,
Nothing but silence around me.
Sometimes I search an event
Or something to remind,
But I've really got nothing in
mind.
Sometimes I open the windows
And listen people walking in the
down streets.
There is a life out there.
But don't be scared,
I found a good job and I go to work
Every day on my old bicycle you
loved.
Anyway, I can try
Anything it's the same circle
That leads to nowhere and I'm tired
now.
Anyway, I've lost my face,
My dignity, my look,
Everything is gone
And I'm tired now.
But don't worry
I often go to dinners and parties
With some old friends who care for
me,
Take me back home and stay.
Monochrome floors, monochrome walls,
Only absence near me,
Nothing but silence around me.
Monochrome flat, monochrome life,
Only absence near me,
Nothing but silence around me
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Bem, eu posso tentar
Qualquer coisa, é o mesmo ciclo
Que leva a nada e eu estou cansado
Bem, eu perdi meu rosto
Minha dignidade, minha aparência
Tudo se foi
Eu estou cansado
Mas não se assuste
Eu arranjei um bom emprego e vou ao trabalho
Todo dia na minha velha bicicleta que você amava
Eu estou empilhando alguns livros velhos de baixo da minha cama
E eu realmente acho que não os lerei mais
Sem concentração
Somente uma bagunça branca
Em volta de mim
Você sabe eu estou tão cansado
Mas não se preocupe
Eu ainda vou a restaurantes e festas
Com alguns velhos amigos que se preocupam comigo
Me levam de volta pra casa e ficam lá
Piso monocromático, paredes monocromáticas
Somente ausência perto de mim
Nada além de silêncio ao meu redor
Apartamento monocromático, vida monocromática
Somente ausência perto de mim
Nada além de silêncio ao meu redor
De vez em quando eu procuro por um evento
Ou alguma coisa para lembrar
Mas eu realmente não tenho nada em mente
De vez em quando eu abro a janela
E ouço as pessoas andando na rua lá em baixo
Existe vida lá fora
Mas não se assuste
Eu arranjei um bom emprego e vou ao trabalho
Todo dia na minha velha bicicleta que você amava
Bem, eu posso tentar
Qualquer coisa, é o mesmo ciclo
Que leva a nada e eu estou cansado
Bem, eu perdi meu rosto
Minha dignidade, minha aparência
Tudo se foi
Eu estou cansado
Mas não se preocupe
Eu ainda vou a restaurantes e festas
Com alguns velhos amigos que se preocupam comigo
Me levam de volta pra casa e ficam lá
Piso monocromático, paredes monocromáticas
Somente ausência perto de mim
Nada além de silêncio ao meu redor
Apartamento monocromático, vida monocromática
Somente ausência perto de mim
Nada além de silêncio ao meu redor
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domingo, 7 de abril de 2013
Desisto de voce
Desisto de você!
Desisto de você todos os dias, acho que nunca desisti tanto de alguém. Geralmente isso acontece no final da noite, mas aí nasce outro dia e eu acredito que não custa tentar mais um pouquinho, mas no final do dia e no início da noite começo a desistir, e no final da noite acontece: desisto de você.
Nasce mais um dia e essa tentativa dialética continua... Cíclica! Desistir de desistir de você? Nunca!
Desisto de você todos os dias, acho que nunca desisti tanto de alguém. Geralmente isso acontece no final da noite, mas aí nasce outro dia e eu acredito que não custa tentar mais um pouquinho, mas no final do dia e no início da noite começo a desistir, e no final da noite acontece: desisto de você.
Nasce mais um dia e essa tentativa dialética continua... Cíclica! Desistir de desistir de você? Nunca!
sábado, 16 de fevereiro de 2013
E o que é o amor?
E
o que é o amor?
Para
mim é esse bem querer, que ignora a distancia.
Essa
vontade de saber que o outro está feliz e se não está, a vontade de que o outro
fique bem.
Um
bem querer que ignora o tempo e o espaço e só ama.
É
sentir-se em um feriado todos os dias da vida, é a alegria de viver, de saber
que o amor é mais do que um simples eu te amo.
Esse
amor é que o coração ensina ter, simplesmente amar..
Sem
pedir nada em troca.
Em
grego é philia, que significa altruísmo, generosidade, uma forma incondicional
de amar.
Amor
que cativa e pouco seduz, apenas amor, maior que qualquer outro sentimento.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Vidinha
Existem
horas em que a melhor coisa do mundo é a solidão. Ficar consigo mesmo é a
redenção, para quem já esteve preso a algo impossível, e eu fico pensando de
quantos desejos impossíveis é feita a nossa vida. Vidinha. Vida que nasce
grandiosa e aos poucos vai se tornando pequena e cheia de mesmices.
Amores
imperfeitos, paixões arrebatadoras e doenças da alma, isso faz da nossa vida uma “vidinha”. Sou a favor da meditação,
do silencio profundo, da respiração compassada, do ficar consigo mesmo, da solidão
escolhida. Ninguém precisa de ninguém pra ser feliz, somos seres sociais, mas
não seres dependentes, a felicidade é feita de fragmentos que aos poucos nos
fazem pessoas plenas, cheias de vida, com ambições de mais felicidade sem essa
dependência boba que não nos satisfaz. Pensamos
em felicidade, como se estivesse sempre no futuro ou no passado, e nos vemos no presente como
uma sombra..
Hoje eu estou
só, e estou bem comigo mesma. Não quero o tormento da existência que vem juntar-se a rapidez do tempo, que me inquieta, que não me deixa respirar, e se revela
atrás de cada um de nós como um
cão raivoso. Mas, e
se todos os desejos,
fossem imediatamente realizados,
com que nos preocuparíamos? Acho que com a nossa Liberdade, a liberdade de se
deixar ser sozinho...
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Dia a dia
Gosto de imaginar que todas as pessoas tem educação, que todos possuem bom senso e que essas mesmas pessoas sabem controlar seus ímpetos.
Nós mulheres na sua grande maioria, fomos educadas para sermos perfeitas damas, pessoas que falam baixo, que devem saber impor sua presença sem aumentar o seu tom de voz. Afinal para que falar alto, distratar alguém só porque a outra pessoa está numa pequena desvantagem? Um bom exemplo são os contratantes de planos de saúde que acreditam piamente que as atendentes são suas criadas; acho graça, rio muito. Hoje fomos "agraciadas" por uma espécie de monólogo em três atos, um dantesco monólogo de uma mulher com voz estridente que gritava impropérios, enquanto a plateia ficava cada vez mais escassa. Eu disse que foi em três atos? Foi. De certa forma foi até engraçado vê-la gritando e dizendo barbaridades sobre tudo o que ela acreditava ser verdade (sem ao menos ler o contrato), quando o espetáculo acaba, dá certa melancolia, afinal a pessoa desinformada se acha no seu direito de cidadão contratante, que paga não sei quantos reais, que não atrasa e blá, blá, blá... No meu entendimento o grande problema é o jeito com que essa pessoa injustiçada se comporta com a tal atendente que saiu de casa cedo, deixando o filho pequeno, sua casa, e etc. Pessoas que tem essa baixo-autoestima e que agridem qualquer pessoa pelo mero prazer de extravasar sua raiva por um contrato mal feito, em que a operadora ganha e o usuário paga, acham as atendentes dessas operadoras um alvo fácil de ser acertado, afinal a atendente fica a mercê da raiva dessa pessoa em que se apoia no seu "direito de consumidor" para exercer toda a sua falta de educação, aproveitam para tentar aumentar um pouco que seja sua baixo-autoestima, já que gritando com alguém que teoricamente só pode responder com a linguagem do comercio (o cliente tem razão) se sente forte, altivo e cheio de razão, mesmo que esteja totalmente norteado pelo erro.
Como já havia dito, no final é engraçado, mas na hora a
vontade é de sentar a pessoa que grita como uma gralha e dizer: “Em 1º lugar
fale baixo, porque aqui não há surdos. Em 2º lugar, antes de agredir alguém com
sua indignação, leia seu contrato e saiba o que possui cobertura ou não,
procure saber sobre os prazos com que as operadoras trabalham. Você paga sim,
porém pela ordem, existem prazos a serem cumpridos, já que sua operadora é da
cidade X e estamos na cidade Y, essas operadoras são independentes.”
Dá essa vontadezinha, mas a gente se segura. Sabe o que
acontece? A pessoa faz seu show e vai embora, nós ficamos e acabamos por
comentar: - que coisa tenebrosa é a falta de educação, será que seus pais não
ensinaram nada em casa? Será que é isto que a tal pessoa ensina aos filhos?
Cruzes!!!
E é vida que segue.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
#ficaadica :P
Às vezes eu entro no facebook e
leio as postagens de alguns amigos e amigas e fico boquiaberta com a quantidade
de pessoas que dão tanta importância à opinião alheia.
Talvez seja porque a minha autoestima
seja tão alta que eu de tão pouca importância para a opinião das outras pessoas,
que esse tipo de coisa não me atinja. Fico pensando se eu sou muito metida ou
se as outras pessoas que são muito melindrosas.
Acho um absurdo algumas
publicações sobre inveja ou coisas do tipo “pegue senha pra tomar conta da
minha vida”. Quem vai perder tempo para prestar atenção na vida do outro? A
menos que sua vida seja importantíssima como uma celebridade, porque sendo uma
pessoa normal, que trabalha, estuda, namora, sai com amigos, tem uma vida social
normal, e é uma pessoa adulta, fica difícil. Adolescentes nós até vamos entender
a mania de perseguição, a baixa autoestima, mas um adulto não!
Redes sociais é apenas diversão, isso não é um
braço da sua vida. Publicar fotos de pessoas juntas em festas, ou um pensamento
ou outro de incentivo ainda é bacana, mas ficar se lamentando e ainda mandando
recados a outras pessoas é a mesma coisa que tomar veneno e esperar que o outro
morra. Quanto mais você se preocupar em responder a ofensas muitas vezes que só
existem na sua cabeça faz mal a você mesmo.
As pessoas não tem tempo para
cuidar da sua vida, vá por mim.. Pessoas adultas não dão importancia para status
de relacionamento “serio com fulano”. É triste, mas há pessoas que não tem amigos
reais, somente os virtuais, e acabam por ficarem presos nessa “rede”. Pensem a
respeito. #ficaadica :P
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Analisando..
“Tenho
os sentidos já dormentes, o corpo quer a alma entende..” (Metal contra as
nuvens -Renato Russo)
Ouvindo a música parei
para pensar e cheguei à conclusão de que ”sentidos dormentes” pode ser causado
por sentimentos diversos como tristeza, alegria, apatia, entusiasmo, amor, ódio
talvez até indiferença. Nosso corpo é um mundo à parte, tão perfeito que
responde a diferentes estímulos causando muitas vezes as mesmas sensações com diferentes
intensidades, apreciar ou não esse turbilhão de sensações, que ora nos cai bem,
ora nos arrasa, tanto física como psicologicamente nos é maravilhosamente
opcional, afinal como já li em algum lugar, o sofrimento é uma forma de também
nos reconhecermos vivos, ou algo assim...
Já, “o corpo quer a
alma entende” é em minha concepção um pouco mais profundo em sua dialética. Há
quem creia que nossa dita alma, nos faz ter, certo brilho no olhar, nossa alma
nos traz o que de bom se esconde nessa figura que cultiva sentimentos tão ruins
já próprios ao ser humano, aqui essa alma figura como a docilidade do divino.
Nosso corpo é a parte humana e selvagem, a alma o etéreo. A dialética está na
súplica por algo que diverge do casto e puro dessa alma ou desse divino, que
como divino que é apenas compreende e aceita...
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