“Tenho
os sentidos já dormentes, o corpo quer a alma entende..” (Metal contra as
nuvens -Renato Russo)
Ouvindo a música parei
para pensar e cheguei à conclusão de que ”sentidos dormentes” pode ser causado
por sentimentos diversos como tristeza, alegria, apatia, entusiasmo, amor, ódio
talvez até indiferença. Nosso corpo é um mundo à parte, tão perfeito que
responde a diferentes estímulos causando muitas vezes as mesmas sensações com diferentes
intensidades, apreciar ou não esse turbilhão de sensações, que ora nos cai bem,
ora nos arrasa, tanto física como psicologicamente nos é maravilhosamente
opcional, afinal como já li em algum lugar, o sofrimento é uma forma de também
nos reconhecermos vivos, ou algo assim...
Já, “o corpo quer a
alma entende” é em minha concepção um pouco mais profundo em sua dialética. Há
quem creia que nossa dita alma, nos faz ter, certo brilho no olhar, nossa alma
nos traz o que de bom se esconde nessa figura que cultiva sentimentos tão ruins
já próprios ao ser humano, aqui essa alma figura como a docilidade do divino.
Nosso corpo é a parte humana e selvagem, a alma o etéreo. A dialética está na
súplica por algo que diverge do casto e puro dessa alma ou desse divino, que
como divino que é apenas compreende e aceita...
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