quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dia a dia


Gosto de imaginar que todas as pessoas tem educação, que todos possuem bom senso e que essas mesmas pessoas sabem controlar seus ímpetos.

Nós mulheres na sua grande maioria, fomos educadas para sermos perfeitas damas, pessoas que falam baixo, que devem saber impor sua presença sem aumentar o seu tom de voz. Afinal para que falar alto, distratar alguém só porque a outra pessoa está numa pequena desvantagem? Um bom exemplo são os contratantes de planos de saúde que acreditam piamente que as atendentes são suas criadas; acho graça, rio muito. Hoje fomos "agraciadas" por uma espécie de monólogo em três atos, um dantesco monólogo de uma mulher com voz estridente que gritava impropérios, enquanto a plateia ficava cada vez mais escassa. Eu disse que foi em três atos? Foi. De certa forma foi até engraçado vê-la gritando e dizendo barbaridades sobre tudo o que ela acreditava ser verdade (sem ao menos ler o contrato), quando o espetáculo acaba, dá certa melancolia, afinal a pessoa desinformada se acha no seu direito de cidadão contratante, que paga não sei quantos reais, que não atrasa e blá, blá, blá... No meu entendimento o grande problema é o jeito com que essa pessoa injustiçada se comporta com a tal atendente que saiu de casa cedo, deixando o filho pequeno, sua casa, e etc. Pessoas que tem essa baixo-autoestima e que agridem qualquer pessoa pelo mero prazer de extravasar sua raiva por um contrato mal feito, em que a operadora ganha e o usuário paga, acham as atendentes dessas operadoras um alvo fácil de ser acertado, afinal a atendente fica a mercê da raiva dessa pessoa em que se apoia no seu "direito de consumidor" para exercer toda a sua falta de educação, aproveitam para tentar aumentar um pouco que seja sua baixo-autoestima, já que gritando com alguém que teoricamente só pode responder com a linguagem do comercio (o cliente tem razão) se sente forte, altivo e cheio de razão, mesmo que esteja totalmente norteado pelo erro.

Como já havia dito, no final é engraçado, mas na hora a vontade é de sentar a pessoa que grita como uma gralha e dizer: “Em 1º lugar fale baixo, porque aqui não há surdos. Em 2º lugar, antes de agredir alguém com sua indignação, leia seu contrato e saiba o que possui cobertura ou não, procure saber sobre os prazos com que as operadoras trabalham. Você paga sim, porém pela ordem, existem prazos a serem cumpridos, já que sua operadora é da cidade X e estamos na cidade Y, essas operadoras são independentes.”

Dá essa vontadezinha, mas a gente se segura. Sabe o que acontece? A pessoa faz seu show e vai embora, nós ficamos e acabamos por comentar: - que coisa tenebrosa é a falta de educação, será que seus pais não ensinaram nada em casa? Será que é isto que a tal pessoa ensina aos filhos? Cruzes!!!

E é vida que segue.

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