Quando nos apaixonamos ou achamos que estamos apaixonados saímos do nosso eixo e projetamos no outro o que gostaríamos que o outro sentisse por nós. Cruel!
A paixão (do verbo latino, patior, que significa sofrer ou suportar uma situação dificil) é uma emoção de ampliação quase doentia, o apaixonado perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico em que o apaixonado perde parcialmente a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocinar.
Nem sempre temos essa consciencia de que muitas vezes, colocamos nos ombros do outro aquilo que nem nós mesmos entedemos.
Queremos que o objeto dessa nossa paixão nos corresponda com a mesma intensidade que nós sentimos, e tantas vezes esse objeto dessa nossa paixão nem tem idéia do monstro apaixonado que tem por perto. Sofremos, choramos, nos sentimos traídos pelo desejo e pela vida e nos colocamos no lugar de vítima das circunstancias. Enlouquecemos por tudo o que sentimos e enlouquecemos a pessoa, essa sim a verdadeira vítima dessa história.
Apaixonados escrevem letras de músicas e poemas como ninguém, já que a loucura dessa paixão elucida e transforma simples palavras em idéias significativas e com muito sentimento. Tenho uma forte tendencia a essa loucura, gosto de sentir a adrenalina da paixão, o sofrimento e a angústia de não ter o objeto da paixão por completo.. porém como identifico os sinais clássicos dessa minha doença, me policio e convivo bem com meus sintomas que serão ajustados...
Pensamentos
Sem muitas pretensões esse é um blog para postagens de meus poemas e pensamentos...
quinta-feira, 13 de junho de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
Nosso mundo
Ouvindo a música ' Nosso mundo'(Barão Vermelho) e pensando que há pessoas que somam e àquelas que nos roubam da forma mais violenta nossos sonhos, momentos, alegrias, muitas vezes até a nossa solidão. Gosto de sentir o calor do olhar que acalenta, coisa impossível de ter nessas almas gélidas, nesses corpos nutridos pelo fel, que constrastando com o sangue vermelho e quente, é negro e frio. Fecho meus olhos e imagino sentir num abraço a pulsação de um coração vivo, de braços envolventes que me trazem afago e proteção. Abro os olhos e sei que" se eu ainda soubesse como mudar o mundo se eu ainda pudesse saber um pouco de tudo eu voltaria atrás do tempo".
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Lisa Simpson
Tenho o hábito de
assistir “Os Simpsons” acho o desenho inteligente atual e divertido. Ouvi duas
palavras ditas pela Liza que só tinha ouvido a faculdade de teologia e mesmo
assim num tom autoritário que me fez pensar o que eu estava fazendo ali (deixei
o curso).
Fiquei imaginando
que haveria pelo menos uma dúzia de pessoas que não teriam ideia do significado
de “transubstanciação” e “consubstanciação”.
Transubstanciação. É a crença católica-romana de que uma vez que um sacerdote
ordenado abençoe o pão da Ceia do Senhor, este é transformado literalmente na
carne de Cristo; e quando ele abençoa o vinho, este é transformado literalmente
no sangue de Cristo. Baseiam-se em textos como: João 6:32-58; Mateus9 26:26;
Lucas 22:17-23; e I Coríntios 11:24-25.
Consubstanciação. É a crença na presença espiritual de Jesus nas espécies do pão e
do vinho. E significa que Jesus se encontra presente COM a substância do pão e
do vinho sem modificá-las / transformá-las. Na consubstanciação, o Corpo e o
sangue, se juntam ao pão e vinho, porém a substância do pão permanece,
juntamente com sua aparência.
O Cristianismo surgiu para tomar espaço frente ao paganismo, no
lugar de deusas surge um único Deus, em vez do popular feminino, surge o
masculino na forma de um Pai. Pai esse que tem princípios rígidos e um toque
suave. A humanidade começa a mudar e o que surge como uma tábua de salvação e
dos pecados terrenos vem a ser uma excelente arma política nas brilhantes
mentes Romanas.
Quando o filósofo Nietzsche afirma que Deus está morto, ele não
se refere a uma morte literal, na verdade ele quer dizer que a religião
institucionalizada matou o Deus dos cristãos.
Os imperadores centralizaram o Estado Romano e assim obtiveram o controle dos cidadãos bem como recursos humanos e financeiros para reestruturar o fragil império. Unifica-lo em torno de uma ideologia, é tudo o que precisam para formação desse monopólio.
Desta forma mata-se a essencia e nasce-se os dogmas, claro que fazendo sempre menção à sua genese, mas nunca mais com a pureza original. Ouso dizer que nasce a religião-política e com ela as discussões sobre as diferenças que mais tarde, lá na Reforma (Lutero e Calvino) darão espaço a Católicos e Protestantes e as tais palavrinhas com que começamos esse texto.
sábado, 11 de maio de 2013
Silencio
Silêncio
Eu costumo sorrir demais, e fingir que eu posso tudo
Ninguém sabe o que eu sou capaz pra conquistar o mundo
Ninguém sabe o que eu sou capaz pra conquistar o mundo
Eu não posso perder meu tempo com alguém que eu não preciso
E se agente se amar um dia pensa bem, o que é que eu ganho com isso
E se agente se amar um dia pensa bem, o que é que eu ganho com isso
Mas quando a noite chega e eu não tenho mais pra quem fingir
Só eu sei o que isso dói
Eu te vejo sorrir demais e esse olhar que pode tudo
E eu nem sei se acho graça ou não porque eu sei, eu sei que lá no fundo, sempre que a noite chega e você não tem pra quem fingir
Sempre que a noite chega você queria tanto alguém igual a mim
Só eu sei o que isso dói
Eu te vejo sorrir demais e esse olhar que pode tudo
E eu nem sei se acho graça ou não porque eu sei, eu sei que lá no fundo, sempre que a noite chega e você não tem pra quem fingir
Sempre que a noite chega você queria tanto alguém igual a mim
E a gente acaba a noite sempre assim, bebendo orgulho e
solidão
Chorando em frente a televisão mantendo silêncio pra ninguém ouvir
Pra ninguém ouvir
Chorando em frente a televisão mantendo silêncio pra ninguém ouvir
Pra ninguém ouvir
Esse mundo é cruel demais, mas você é mais que o mundo
Seu dinheiro, poder e fama você acha que te protegem de tudo
Mas quando a noite chega e ninguém tem mais pra quem fingir
Mas quando a noite chega você tem tanto medo você é tão igual a mim
Seu dinheiro, poder e fama você acha que te protegem de tudo
Mas quando a noite chega e ninguém tem mais pra quem fingir
Mas quando a noite chega você tem tanto medo você é tão igual a mim
E a gente acaba a noite sempre assim, bebendo orgulho e
solidão
Chorando em frente a televisão
Mantendo silêncio, oh..
Pra ninguém ouvir
Sofrendo em silêncio pra ninguém ouvir
Chorando em frente a televisão
Mantendo silêncio, oh..
Pra ninguém ouvir
Sofrendo em silêncio pra ninguém ouvir
(Queria eu ter escrito esta letra, é perfeita para esse meu momento)
terça-feira, 30 de abril de 2013
Já ouvi que a beleza que seduz
quase nunca coincide com a beleza que apaixona..
O que é uma pessoa bonita?
Não sei a resposta. A beleza
é algo tão subjetivo e ao mesmo tempo tão palpável. Digo isso, por ter lido em
algum lugar que as mulheres feias deveriam deixar de buscar ideais utópicos na
beleza clássica, chega a ser engraçado para um adulto assimilar esse tipo de
informação. Vejo beleza no ser humano em geral, seja uma beleza clássica e
perfeitamente simétrica como aquela beleza implícita, que você precisa olhar
uma segunda vez para enxergá-la com propriedade.
Quando se é criança,
temos a pureza no olhar e na alma e enxergamos tudo com tanta naturalidade, que
muitas vezes até deficiências físicas não nos choca, aí crescemos e sofremos a
metamorfose da adolescência, e viramos seres cruéis e críticos vorazes das
diferenças, nos auto impomos padrões pré estabelecidos por uma sociedade
hipócrita e podre, que nos empurra garganta à baixo um produto vendável.
Infelizmente é isso que somos, um produto, servimos a propósitos capitalistas
como consumidores e só.
A grande maioria das
pessoas que tem oportunidade de pensar como indivíduo, muitas vezes acaba por
se trair, regurgitando o que lhe foi imposto como grandes verdades absolutas.
Somos pessoas diferentes, somos seres únicos com características diversas, e essa
é a beleza da vida, o ser diferente. Buscamos no outro o que nos falta e
sabemos que muitas vezes a falta dessa característica nos assusta. Vemos beleza
ou feiura dependendo do contexto em que vivemos; em primeiro lugar nos é
mostrado o modelo grego, clássico, simétrico e mais tarde com a nossa vivencia
experimentamos a beleza pura e nobre, aquela que não se pode quantificar. A
beleza de uma expressão de um olhar, ou a de um sorriso tímido. Nem sempre
corpos esculpidos são tão belos, quanto um corpo que gerou uma vida. Gosto
desse conceito subjetivo de beleza, que não impõe padrões a esse ou aquele,
gosto de admirar todas as belezas, sejam belas para o mundo ou belas para
apenas uma pessoa. Vejo beleza no caos e na calmaria, na sinceridade e até na
mentira, afinal nem sempre sinceridade faz bem e mentira fere.
Deus é sábio e
constante e a natureza nos apresenta um espetáculo nas 24 horas do dia, assim
como nós somos espetáculos individuais. Já dizia Kafka: que quem possui a
faculdade de ver a beleza, não envelhece.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Monocromático
Acredito que ninguém é feliz e satisfeito todos os dias, e eu passei por alguns momentos bem punks nesses ultimos meses. Mas, como sou uma otimista incorrigível, acabei por ver o lado bom desse monstro que atende por depressão moderada. Descobri que mesmo sem vontade alguma, voce consegue se levantar da cama, vestir um sorriso e ir trabalhar, e no trabalho ser uma pessoa (que mesmo estando em pedaços) interage. Descobri também que o costumeiro mau humor é móvel, a gente tira quando precisa, e volta a colocá-lo quando chega em casa e se tranca no quarto; porque ninguém precisa do mau humor alheio, nem precisa saber de suas mazelas, suas decepções e afins.
Mas, voltando a parte boa.. foi num desses dias em que voce está mais chato e triste que de costume que um amigo me apresentou de forma muito interessante um músico chamado
Yann Pierre Tiersen (Brest, 23 de junho de 1970) é um músico de vanguarda, multiinstrumentista e compositor francês de origem judaica com raízes belgas e norueguesas. Compondo para piano, sanfona e violino, sua música aproxima-se de Erik Satie e do minimalismo de Steve Reich, Philip Glass e Michael Nyman. Tornou-se internacionalmente conhecido ao compor trilhas sonoras de filmes como O fabuloso destino de Amélie Poulain e Good Bye, Lenin!.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Yann_Tiersen)
Fiquei fascinada pelo estilo e me apaixonei, a primeira musica que ouvi foi Monochrome do álbum Le Phare (o farol) de 1997. Sempre gostei de explorar os meus sentidos e a audição nos leva a lugares magníficos também. Talvez se não estivesse numa fase inusitada em minha vida, nunca tivesse cinhecido esse artista. Fica a dica a quem me le agora, ouça coisas novas, procure inovação, seja diferente da grande maioria, procure por voce mesmo. Sinto a música como água caindo no meu corpo, às vezes aquece, outras refresca. Enfim.. é isso. Abaixo colocarei a letra com a tradução da musica Monochrome.
Mas, voltando a parte boa.. foi num desses dias em que voce está mais chato e triste que de costume que um amigo me apresentou de forma muito interessante um músico chamado
Yann Pierre Tiersen (Brest, 23 de junho de 1970) é um músico de vanguarda, multiinstrumentista e compositor francês de origem judaica com raízes belgas e norueguesas. Compondo para piano, sanfona e violino, sua música aproxima-se de Erik Satie e do minimalismo de Steve Reich, Philip Glass e Michael Nyman. Tornou-se internacionalmente conhecido ao compor trilhas sonoras de filmes como O fabuloso destino de Amélie Poulain e Good Bye, Lenin!.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Yann_Tiersen)
Fiquei fascinada pelo estilo e me apaixonei, a primeira musica que ouvi foi Monochrome do álbum Le Phare (o farol) de 1997. Sempre gostei de explorar os meus sentidos e a audição nos leva a lugares magníficos também. Talvez se não estivesse numa fase inusitada em minha vida, nunca tivesse cinhecido esse artista. Fica a dica a quem me le agora, ouça coisas novas, procure inovação, seja diferente da grande maioria, procure por voce mesmo. Sinto a música como água caindo no meu corpo, às vezes aquece, outras refresca. Enfim.. é isso. Abaixo colocarei a letra com a tradução da musica Monochrome.
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Monochrome
Anyway, I can try
Anything it's the same circle
That leads to nowhere and I'm tired
now.
Anyway, I've lost my face,
My dignity, my look,
Everything is gone
And I'm tired now.
But don't be scared,
I found a good job and I go to work
Every day on my old bicycle you
loved.
I am pilling up some unread books
under my bed
And I really think I'll never read
again.
No concentration,
Just a white disorder
Everywhere around me,
You know I'm so tired now.
But don't worry
I often go to dinners and parties
With some old friends who care for
me,
Take me back home and stay.
Monochrome floors, monochrome walls,
Only absence near me,
Nothing but silence around me.
Monochrome flat, monochrome life,
Only absence near me,
Nothing but silence around me.
Sometimes I search an event
Or something to remind,
But I've really got nothing in
mind.
Sometimes I open the windows
And listen people walking in the
down streets.
There is a life out there.
But don't be scared,
I found a good job and I go to work
Every day on my old bicycle you
loved.
Anyway, I can try
Anything it's the same circle
That leads to nowhere and I'm tired
now.
Anyway, I've lost my face,
My dignity, my look,
Everything is gone
And I'm tired now.
But don't worry
I often go to dinners and parties
With some old friends who care for
me,
Take me back home and stay.
Monochrome floors, monochrome walls,
Only absence near me,
Nothing but silence around me.
Monochrome flat, monochrome life,
Only absence near me,
Nothing but silence around me
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Bem, eu posso tentar
Qualquer coisa, é o mesmo ciclo
Que leva a nada e eu estou cansado
Bem, eu perdi meu rosto
Minha dignidade, minha aparência
Tudo se foi
Eu estou cansado
Mas não se assuste
Eu arranjei um bom emprego e vou ao trabalho
Todo dia na minha velha bicicleta que você amava
Eu estou empilhando alguns livros velhos de baixo da minha cama
E eu realmente acho que não os lerei mais
Sem concentração
Somente uma bagunça branca
Em volta de mim
Você sabe eu estou tão cansado
Mas não se preocupe
Eu ainda vou a restaurantes e festas
Com alguns velhos amigos que se preocupam comigo
Me levam de volta pra casa e ficam lá
Piso monocromático, paredes monocromáticas
Somente ausência perto de mim
Nada além de silêncio ao meu redor
Apartamento monocromático, vida monocromática
Somente ausência perto de mim
Nada além de silêncio ao meu redor
De vez em quando eu procuro por um evento
Ou alguma coisa para lembrar
Mas eu realmente não tenho nada em mente
De vez em quando eu abro a janela
E ouço as pessoas andando na rua lá em baixo
Existe vida lá fora
Mas não se assuste
Eu arranjei um bom emprego e vou ao trabalho
Todo dia na minha velha bicicleta que você amava
Bem, eu posso tentar
Qualquer coisa, é o mesmo ciclo
Que leva a nada e eu estou cansado
Bem, eu perdi meu rosto
Minha dignidade, minha aparência
Tudo se foi
Eu estou cansado
Mas não se preocupe
Eu ainda vou a restaurantes e festas
Com alguns velhos amigos que se preocupam comigo
Me levam de volta pra casa e ficam lá
Piso monocromático, paredes monocromáticas
Somente ausência perto de mim
Nada além de silêncio ao meu redor
Apartamento monocromático, vida monocromática
Somente ausência perto de mim
Nada além de silêncio ao meu redor
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domingo, 7 de abril de 2013
Desisto de voce
Desisto de você!
Desisto de você todos os dias, acho que nunca desisti tanto de alguém. Geralmente isso acontece no final da noite, mas aí nasce outro dia e eu acredito que não custa tentar mais um pouquinho, mas no final do dia e no início da noite começo a desistir, e no final da noite acontece: desisto de você.
Nasce mais um dia e essa tentativa dialética continua... Cíclica! Desistir de desistir de você? Nunca!
Desisto de você todos os dias, acho que nunca desisti tanto de alguém. Geralmente isso acontece no final da noite, mas aí nasce outro dia e eu acredito que não custa tentar mais um pouquinho, mas no final do dia e no início da noite começo a desistir, e no final da noite acontece: desisto de você.
Nasce mais um dia e essa tentativa dialética continua... Cíclica! Desistir de desistir de você? Nunca!
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