domingo, 30 de dezembro de 2012

2013


Eu já prometi várias coisas, várias vezes nos finais de diversos anos. Algumas vezes levei muito a sério minhas resoluções, outras simplesmente as engavetei e nem me culpei pela não concretização das mesmas.

Hoje mais madura resolvi que não vou prometer mais nada, vou deixar a vida me levar e ir levando a vida. Decidi que nada será imutável e nem definitivamente decidido. Quero ter da vida a vida, e já é muito. Minhas mazelas eu resolvo aos poucos, nada de pressa ou estresse.

Em time que está ganhando não se mexe, eu sou alegre 99% do tempo, sou feliz em alguns momentos da vida (como todos) e esse 1% é a parte ruim, porém, necessária. Afinal não sou de todo boa e muito menos boba.

Gosto de uma frase da Clarice Lispector que diz: “Gosto do modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.”

Que venha mais um ano, mais uma aventura, novas descobertas, a continuação das nossas vidas...

Que Deus (o meu Deus) me permita viver e viver bem esse novo ano.

 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Quero um encontro contigo...


Encontro-me embriagada pelo vinho e pelo desejo. Quando fecho os olhos, vejo você e sinto a tua boca molhada, contra a minha que só deseja seus lábios, tua língua, teu desejo. Meu corpo torna-se teu e quero dizer teu nome, mas algo me impede. Você não está comigo, é só o meu desejo pulsante. Eu preciso ter você, e como Maquiavel traço estratégias de uma conquista que agora será inevitável, eu preciso senti-lo e como numa cidade conquistada misturar os costumes, miscigenar as raças. Quero que sejamos um só, que seja por um instante, mas, que seja. Preciso sentir o calor que emana do seu corpo, quero ouvir as batidas compassadas do teu coração, tuas mãos suadas em minha cintura, teus lábios em meus ouvidos dizendo bobagens e me fazendo ser uma mulher que será apenas uma fêmea em teus braços. Quero o teu suor, a tua libido, o teu sexo e mais... Quero me ver em teus olhos famintos, famintos como os meus que já o tem refletido na alma. Preciso sentir-me tua, sou uma mulher e como tal, tenho sede de sedução. Quero um encontro contigo...
 
 
 

 

 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Borboletas no estomago




Borboletas no estomago

 

Algumas pessoas são complexas, outras simples de se entender. Acredito que eu seja complexa, porque da simplicidade nutro a vontade de saber dizer apenas sim ou não, mas me traio pensando no talvez.

Sei que é para frente que se olha quando se quer chegar nalgum lugar, e que o passado fica para trás todas as vezes que acordamos no presente. Difícil não é ser nomeada, difícil é viver com rótulos.

Gosto de me sentir como a terra, que dá a luz tanto a relva quanto às flores mais nobres, gosto de pensar que minhas flores nascem  no pensamento e desabrocham nas palavras.

Enquanto sou a terra e sinto o desabrochar das rosas que com sua pétalas delicadas exalam um cheiro de vida, mas sofro em sentir que da mesma rosa que exala o perfume, machucam-me os espinhos, ferem-me a alma.

A chuva cai sobre mim e me acaricia lascivamente, assim como o sol com seus raios, me penetram tirando-me o ar. Sinto um certo contentamento com o sol, que aquece e machuca, como se fosse alguém de carne, ossos, alma e cérebro.

Alguém diferente desse ser terra, que abriga a ervas daninhas e plantas que curam. Minha analogia cabe bem, quando penso que as vezes o mesmo remédio que cura será o veneno que mata.

As borboletas no estômago voavam como loucas como se estivessem correndo de um incêndio, nada mais é do que uma paixão, intensa e fugaz.

Quero ser terra e parir as flores, as ervas daninhas, o bom e o mau. Quero ser terra e ser transpassada pelos vermes que de mim não se dão conta, sou um caminho apenas.

Ao sol me abro, à chuva me deleito e sou femea no cio, colhendo o tempo do pensamento.

É tempo de colheita e sinto borboletas no estomago, obscura a mim mesma, sinto  raízes  arrancadas de mim...

 

 

 

 


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Estou ficando mais crítica

Estou ficando mais crítica, menos tolerante. Tenho ficado irritada quando leio manifestações de "amor eterno" no facebook, com tantos erros de gramática. "Eu ti amo" "si precisar" "Sou feliz mais sem vc fico chatiada" e por aí vai...
Sou tão crítica que se recebesse uma declaração dessas, terminaria o tal namoro na hora, me mataria de vergonha, imagino minhas professoras mortas revirando-se em seus túmulos kkkkkkkk
Tem algumas coisas em especial que me revoltam, o tal "agente" o "concerteza" o deus com letra minúscula, e fora todos os outros atentados à nossa língua. Não me importo em ser considerada uma pessoa diferente das outras, como já disse em outras publicações acredito que a unanimidade seja burra, gosto de não ser como esse bando de bonequinhos que andam em fila indiana, e não se perguntam para onde estão indo. Eu sei para onde quero ir. Quero estar com pessoas agradáveis ou nem tanto, mas que saibam falar, expressarem suas idéias, pessoas que realmente as tenha, porque eu estou cansada de gente que compra ou empresta idéias alheias. Eternos adolescentes que acreditam que a mudança do status de relacionamento muda suas vidas... Céus, estou ficando ranzinza.. ou será que sempre fui assim? de qualquer forma fica a dica kkkkkkkkkkkk
 # Escrevam direito, a internet não é um passe para que as pessoas possam esquecer tudo o que aprenderam, é somente um ambiente virtual, porém, todas as pessoas aqui são reais, não somos avatares.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Meu coração chorou

Eu não sou o tipo de mulher romantica que se desmancha em sonhos de casamento, família de comercial de margarina e essas coisas que no fundo todos sabem que não é tão real assim. A maternidade nunca foi uma das minhas prioridades, mas confesso que já me peguei imaginando como seria conceber, gerar, parir e amamentar, ser a detentora de uma vida dentro de mim. Mas aí o pensamento seguia e eu me imaginava com o bebe nos braços e com toda a responsabilidade que ele me traria, claro que todas as vezes em que pensei sobre a maternidade, pensei só em mim, sozinha sem um companheiro, já que isso também não é uma prioridade. Sou daquelas pessoas que acredita que uma mulher pode ser feliz, sem ser mãe e sem um "casamento". Somos capazes de seguir com nossos sonhos e projetos sem necessariamente essa condição de mãe e esposa.
Não vejo efetivamente problemas em estar solteira e não ter filhos à beira dos 38 anos. Fui educada para ser uma pessoa completa e não um ser que acredita que vá encontrar a sua metade.
Essa foi na verdade uma introdução para que eu pudesse abordar esse assunto, que me deixou extremamente triste hoje. Soube de uma conhecida que não deve ter mais que 25 anos e que tem esse "sonho" da família de comercial de margarina,  que gosta muito de crianças e sonhava ser uma mãe zelosa e apaixonada pelos frutos do seu amor.. porém esse seu sonho será abreviado, já que ela não poderá gerar seus próprios filhos. Eu parei para pensar a respeito e cheguei a conclusão que mais uma vez eu sou uma pessoa privilegiada e só tenho a agradecer a Deus por isso; já que eu escolhi não gerar (até o presente momento),mas ainda posso mudar de idéia. Fiquei tocada em ver seu rosto resignado diante de um problema de saúde que mudará sua vida até então idealizada como uma vida perfeita, para sempre.
Quem me conhece sabe que não sou dessas pessoas que se lamentam, mas estou triste por ela, e de certa forma por mim também, por me sentir um ser completo até o presente momento.
Queria ter fé o suficiente para me ajoelhar e pedir a Deus que seu corpo se regenerasse e que ela pudesse ter seus sonhos realizados.. Não sou um exemplo de bondade e altruísmo, sei que sou arrogante e muito egoísta, mas hoje meu coração chorou.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Fico assustada sem saber aonde me levará esta minha liberdade.


Estou solta..por um instante. Você ve? eu sinto.

Não vejo sentido em muitas coisas e a mesma falta de sentido me faz ser sozinha, eu e minha liberdade.

É tanta liberdade que  escandaliza minha plenitude de fronteiras perceptíveis.

Esta minha capacidade de viver,sendo antes, sendo quase, sendo nunca.

Sinto-me como que não pertencendo ao gênero humano, enxergo essa coisa que me escapa e no entanto vivo dela.

Fico  assustada sem saber aonde me levará esta minha liberdade.

Sei que isso (essa liberdade) ganhei, deixando de te amar.

Estou solta..por um instante. Você ve? eu sinto.

 

 

 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Paixões


Gosto das paixões essas que vem e arrasam tudo

Que nos viram a cabeça

Que nos perturbam o sono

Gosto das paixões que sacodem a mesmice

Que apontam para o oposto do norte

Que ferem e curam ao mesmo tempo

Gosto dessas paixões que queimam a alma

Que destroem sentimentozinhos pequenos

Que acendem a volúpia e a lascívia

Gosto dessas paixões intensas

Que aparecem com um olhar e

Que desaparecem com um talvez

 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Dizem que a dor é inevitável e o sofrimento opcional


Há  poucos dias descobri que sofria de um mal muito comum, estou com cálculos renais. É uma coisa simples, mas que incomoda bastante, amanhã dia 21/09/12 vou realizar um procedimento a laser para desfragmentá-las. Acho que isso tem um mês, mais ou menos. E até descobrir o que me causava tanto desconforto, aprendi a gostar muito das enfermeiras e enfermeiros do Hospital Unimed de Lorena.

Mas... vamos ao que realmente interessa!

Dizem que a dor é inevitável e o sofrimento opcional; concordo plenamente com essa frase, por mais que sintamos dor, o sofrimento é realmente opcional. Voce sente pena de você mesmo apenas se você se sente um injustiçado pela vida. Coisa que eu não me sinto. Sou daquelas que sente dor, fazendo cara feia e tentando sorrir. Às vezes dá aquela vontade de gritar ou esmurrar a primeira pessoa que lhe contrariar no momento, mas... é só respirar que a vontade passa.

Acredito que por ficar de molho em casa, eu fique mais suscetível às carências, sou sagitariana e como tal, gosto de estar rodeada de gente. Hoje me sinto só. Solidão me faz muito bem, mas essa solidão é diferente, é uma sensação de impotência. Eu sei que o meu corpo responde ao meu meio, e tenho certeza absoluta que a produção desses cálculos renais foram algumas decepções e desventuras sofridas há alguns anos. O coração ficou partido, alguns pedacinhos viraram tristeza... essa tristeza se solidificou e foram se instalar nos meus rins, que é por onde passam todas as águas do meu corpo.

“Na saúde e harmonia: permite fluir, reciclar, morrer para renascer, a segurança e a fé”

“Na densidade e desequilíbrio: cristaliza as críticas, medos, desapontamentos e fracassos”

 

“Metafisicamente os Rins cristalizam as críticas, desapontamentos e fracassos.”

...o processo de filtragem é entendido metafisicamente como uma capacidade de discernimento (o que passa no filtro e o que fica retido).A qualidade desta filtragem costuma ser muito afetada pela crítica, julgamento e malícia. É claro que existem situações perigosas e inadequadas que não irão nos levar onde queremos. Cabe a nós percebermos e nos desvencilharmos, jamais nos identificarmos com a situação. Criticar apenas não resolve, ao contrário, permanecemos presos e não eliminamos aquilo de dentro de nós (http://www.docelimao.com.br/site/desintoxicante/os-5-sistemas-excretores/5-limao-x-rins-terapia-da-limonada).

 

Meus caros amigos, pensem à respeito e desvencilhem-se dos pensamentos ruins imediatamente, para não somatizar e sofrer as consequências mais tarde e é claro reduzam o sal, açúcar refinado, doces processados, massas refinadas, proteína e gordura animal.

 

 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Há coisas que não mudam.


Há coisas que não mudam. Por mais que haja a possibilidade de mudança, algumas coisas ou indivíduos são imutáveis. Uma pena, por que eu mudo o tempo todo.

Se existe uma coisa que me tira o bom humor por alguns minutos é a tentativa de um sarcasmo; ou de uma sacada inteligente, já que para isso o autor da mesma deve ser inteligente, pessoas sem  “feeling” ou “time” não deveriam tentar serem engraçadas, porque ficam extremamente deselegantes.

É obvio que a elegância ou falta dela não faz o menor sentido a essas pessoas que na sua maioria são mesmo mal educadas. Não digo só pelos seus pais não, digo mal educadas no sentido de formação acadêmica mesmo, analfabetas funcionais, incapazes de lerem e entenderem sequer uma tirinha  de jornal. Pessoas que nunca leram ao menos um clássico da literatura, que se vangloriam por tapear os professores caçando resumos na internet, ou mesmo pagando alguém para fazer por eles a leitura.

Essas pessoas causam-me um desconforto na alma, com seus ” pobrema”, “nóis vai”, “a gente somos” e tantas mais pérolas.

E pessoas assim, mal educadas e por que não dize, mal acabadas querem ser espirituosas, Como? Se muitas vezes não percebem o sentido dúbio de suas próprias falas... se comportam-se como fantoches sem opinião, acenando com sim e sim todas as vezes que lhes são inquiridos, seguindo cegamente seus tutores.

Sinto pena de pessoas que podem buscar informação e não a buscam, que poderiam ter a sua opinião e preferem ficar à sombra de uma outra pessoa tão desinformada quanto ela própria, que muitas vezes está numa posição privilegiada, por uma simples ironia do destino, ou porque acostumou-se a mesmice e assim foi ficando e ficando tornou-se parte da coisa, sinto pena dos escravos da situação.

E fico revoltada com esses analfabetos funcionais que acham que levando alguma vantagem sobre alguém numa situação desfavorável, é sinal de força. Sinto uma espécie de ojeriza.

Infelizmente muitas vezes ter um ataque de sinceridade acaba sendo um “sincericídio” então, desabafo em forma de crônica. Já dizia algum sábio tupiniquim: A palavra é prata e o silencio é ouro.

 

 

 

 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Isso foi mais um desabafo, uma lamúria, ou pra quem goste de um drama isso foi um grito mesmo...


Eu sou uma mulher segura, mas nem sempre foi assim. Hoje me vejo como uma pessoa melhor do que fui antes, ao menos eu sei quais os caminhos eu devo trilhar sem me machucar muito.

Acho graça quando algumas pessoas que não me conhecem direito, tentam me explorar de uma forma ou de outra, ou ainda me alfinetar. Não tenho o dito sucesso pessoal que inclui grana e a sorte de trabalhar em algo que realmente me de prazer. Meu trabalho me satisfaz e ponto, ainda tenho muito a descobrir sobre essa questão.

Eu tento ser invisível, eu juro! Mas sei que não consigo, sinto que a cada dia conquisto olhares e dentre eles alguns poucos amigos e muitas, mas muitas críticas das pessoas que não me conhecem e não tem  nada em comum comigo ou com as coisas e pessoas com quem compartilho a minha vida.

Sou controversa, sou nutrida pelas filosofias, gosto de sempre ouvir o lado “B”,  sou daquelas que não tem pudor algum em caminhar olhando altivamente e cumprimentando todos à minha volta. Não tenho porque ser diferente,fui educada para não ser igual a ninguém, e confio plenamente na máxima que diz que toda unanimidade é burra (e chula!).

Gosto do que é bom, não me acostumo ao mais ou menos. Se algo me incomoda eu o transformo, eu sou uma pessoa justa e maleável. Prezo pela política da boa vizinhança, fico extremamente irritada com a falta de bom senso dos meus semelhantes ao tratar mal uma a pessoa pela sua condição social. Sinto pena de certas pessoas que não tem amigos, ou colegas de trabalho, deve ser uma tristeza ser  sozinho. Agradeço a Deus por eu ter consciência dos meus atos e agir de modo a não ofender ou magoar aos outros sem pensar.

Por mais que as pessoas me vejam como uma mulher pedante e enjoada quem me conhece sabe que eu sou apenas uma pessoa que tem as próprias opiniões e não se deixa levar pela cultura televisiva, essa massificante em que tantas pessoas ditas esclarecidas se fiam para se mostrarem antenados.

Isso foi mais um desabafo, uma lamúria, ou pra quem goste de um drama isso foi um grito mesmo...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Desabafo


Aprendi a duras penas que amigos nunca te culpam por você estar presente na derrotas das suas vidas, amigos agradecem pela sua presença, seja ela em bons ou maus momentos. Esses mesmos amigos não te julgam por suas atitudes, muitas vezes extremistas ou desesperadas, eles te compreendem e te aceitam como você é, seja você uma pessoa frágil ou muito forte.

Amigos não ignoram a presença de pessoas que foram importantes em certos momentos da vida e quando a convivência torna-se difícil, pela distancia ou pelas escolhas, amigos comunicam-se, de qualquer forma, mas não apagam e nem se deixam levar por uma momentânea rusga que possa ter havido, afinal são amigos...

Aprendi que amigos são como irmãos que escolhemos ao longo da vida, e aprendi também que um grande amor, quando acaba aquela paixão, torna-se amizade.

Aos meus amigos, verdadeiros  amigos um grande e demorado abraço!


Espera..


O que me resta senão esperar

Esperar o tempo que for preciso

A vida que corre em círculos

Os dias que se levantam e o por do sol



A noite escura e longa

E o novo o dia e mais um por do sol

E vou esperando

Até que chegue o dia ou a noite



Em que a espera torna-se  prazer

E os olhos antes atentos, agora se fecham

Para olharem por dentro da alma



Que satisfeita na espera sorri e transborda

E a espera valeu por toda solidão e tristeza

E todo sentimento que antes reinava no vazio



Agora encontra alento no peito que arfa no ritmo

E nas batidas do coração sofrido pela espera

De encontrá-lo mais uma vez








Agora




Agora estou dentro de mim

Sinto-me enclausurada no meu corpo

Não consigo sair de mim

Tenho vontade de me rasgar, sair das minhas entranhas

Minha garganta seca, minha voz , que voz?

Quero ser eu e não estar em mim

Amor e ódio por estar presa

Desejo liberdade, a minha liberdade

Sinto-me escravizada dentro desse mundo artificial

Cansada de frases feitas, de sentimentos prontos

Agora eu quero o veneno, o bálsamo não me realiza

Quero viver o desconexo, o caos da inconstância

Agora somente Agora