terça-feira, 30 de abril de 2013


Já ouvi que a  beleza que seduz quase nunca coincide com a beleza que apaixona..

O que é uma pessoa bonita?

Não sei a resposta. A beleza é algo tão subjetivo e ao mesmo tempo tão palpável. Digo isso, por ter lido em algum lugar que as mulheres feias deveriam deixar de buscar ideais utópicos na beleza clássica, chega a ser engraçado para um adulto assimilar esse tipo de informação. Vejo beleza no ser humano em geral, seja uma beleza clássica e perfeitamente simétrica como aquela beleza implícita, que você precisa olhar uma segunda vez para enxergá-la com propriedade.

Quando se é criança, temos a pureza no olhar e na alma e enxergamos tudo com tanta naturalidade, que muitas vezes até deficiências físicas não nos choca, aí crescemos e sofremos a metamorfose da adolescência, e viramos seres cruéis e críticos vorazes das diferenças, nos auto impomos padrões pré estabelecidos por uma sociedade hipócrita e podre, que nos empurra garganta à baixo um produto vendável. Infelizmente é isso que somos, um produto, servimos a propósitos capitalistas como consumidores e só.

A grande maioria das pessoas que tem oportunidade de pensar como indivíduo, muitas vezes acaba por se trair, regurgitando o que lhe foi imposto como grandes verdades absolutas. Somos pessoas diferentes, somos seres únicos com características diversas, e essa é a beleza da vida, o ser diferente. Buscamos no outro o que nos falta e sabemos que muitas vezes a falta dessa característica nos assusta. Vemos beleza ou feiura dependendo do contexto em que vivemos; em primeiro lugar nos é mostrado o modelo grego, clássico, simétrico e mais tarde com a nossa vivencia experimentamos a beleza pura e nobre, aquela que não se pode quantificar. A beleza de uma expressão de um olhar, ou a de um sorriso tímido. Nem sempre corpos esculpidos são tão belos, quanto um corpo que gerou uma vida. Gosto desse conceito subjetivo de beleza, que não impõe padrões a esse ou aquele, gosto de admirar todas as belezas, sejam belas para o mundo ou belas para apenas uma pessoa. Vejo beleza no caos e na calmaria, na sinceridade e até na mentira, afinal nem sempre sinceridade faz bem e mentira fere.

Deus é sábio e constante e a natureza nos apresenta um espetáculo nas 24 horas do dia, assim como nós somos espetáculos individuais. Já dizia Kafka: que quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece.

 

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