Tenho o hábito de
assistir “Os Simpsons” acho o desenho inteligente atual e divertido. Ouvi duas
palavras ditas pela Liza que só tinha ouvido a faculdade de teologia e mesmo
assim num tom autoritário que me fez pensar o que eu estava fazendo ali (deixei
o curso).
Fiquei imaginando
que haveria pelo menos uma dúzia de pessoas que não teriam ideia do significado
de “transubstanciação” e “consubstanciação”.
Transubstanciação. É a crença católica-romana de que uma vez que um sacerdote
ordenado abençoe o pão da Ceia do Senhor, este é transformado literalmente na
carne de Cristo; e quando ele abençoa o vinho, este é transformado literalmente
no sangue de Cristo. Baseiam-se em textos como: João 6:32-58; Mateus9 26:26;
Lucas 22:17-23; e I Coríntios 11:24-25.
Consubstanciação. É a crença na presença espiritual de Jesus nas espécies do pão e
do vinho. E significa que Jesus se encontra presente COM a substância do pão e
do vinho sem modificá-las / transformá-las. Na consubstanciação, o Corpo e o
sangue, se juntam ao pão e vinho, porém a substância do pão permanece,
juntamente com sua aparência.
O Cristianismo surgiu para tomar espaço frente ao paganismo, no
lugar de deusas surge um único Deus, em vez do popular feminino, surge o
masculino na forma de um Pai. Pai esse que tem princípios rígidos e um toque
suave. A humanidade começa a mudar e o que surge como uma tábua de salvação e
dos pecados terrenos vem a ser uma excelente arma política nas brilhantes
mentes Romanas.
Quando o filósofo Nietzsche afirma que Deus está morto, ele não
se refere a uma morte literal, na verdade ele quer dizer que a religião
institucionalizada matou o Deus dos cristãos.
Os imperadores centralizaram o Estado Romano e assim obtiveram o controle dos cidadãos bem como recursos humanos e financeiros para reestruturar o fragil império. Unifica-lo em torno de uma ideologia, é tudo o que precisam para formação desse monopólio.
Desta forma mata-se a essencia e nasce-se os dogmas, claro que fazendo sempre menção à sua genese, mas nunca mais com a pureza original. Ouso dizer que nasce a religião-política e com ela as discussões sobre as diferenças que mais tarde, lá na Reforma (Lutero e Calvino) darão espaço a Católicos e Protestantes e as tais palavrinhas com que começamos esse texto.
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