quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Maquiavélica, Nietzscheniana... Não! Sim? Humana e como todo ser humano, controverso...

Tento ser uma pessoa razoável dentro de uma dita normalidade, porém eu não sei o que é normal.  O mundo lá fora é tão complexo e temos que ser tantas pessoas ao longo da vida, que eu já não sei bem o que é o certo e o quanto esse certo pode ser errôneo. Seguimos diretrizes de ética e moral ensinadas pelos nossos pais, entretanto, devemos ser flexíveis até dentro desses ensinamentos. Muitas vezes aquela verdade absoluta que me foi dita aos cinco anos de idade, hoje não é tão verdade assim. Não sou a dona da verdade e nem creio que alguém seja. Sou uma Nietzscheniana de carteirinha.
Lembro-me que quando tinha uns doze anos, fiquei fascinada por um livro que ouvi falar e não sosseguei enquanto não o li, na época eu não havia entendido muito bem o que significava o pensamento do escritor, só fui começar a entendê-lo anos mais tarde. O livro era O Príncipe, de Maquiavel e sua temática a estratégia da conquista. Se colocarem em prática seus pensamentos em qualquer área da vida, acredito que consigam muitas coisas em benefício próprio, porém terão que dissimular muito. Num exemplo muito claro, Maquiavel diz que para se dominar uma cidade, o caminho mais rápido é a destruição, nesse caso a destruição material, mas o que ficou latente em mim após esse livro, é que há diversos tipos de destruição, destruindo a confiança de alguém essa pessoa passa a ser um alvo certo a ser conquistado, isso no trabalho, no amor, no jogo, na vida como um todo, é só uma questão de estratégia e tempo.
Eu pensei em escrever sobre bipolaridade, mas de uma forma ou de outra essa introdução coube bem no meu pensamento. Não sou uma bipolar no sentido ruim da palavra, não fui diagnosticada como tal, porém há dias em que todos os seres humanos têm momentos de loucura, uns mais e outros menos, mas temos esse momento “dia de fúria”, porque somos seres que sentimos, nos irritamos, enfim temos essa gama de sentimentos inerentes a nós, só a nós. Ultimamente tenho crido numa forma de fugir dessa coisa da bipolaridade e é uma forma maquiavélica, explicando melhor, é sendo o mais racional possível, porque é isso que Maquiavel pregava: “racionalidade”.
Há momentos na vida em que uma pessoa pensa que um abraço carinhoso a confortaria de todos os seus “ais”, pode ser verdade, é confortante estar nos braços de outra pessoa e haver essa troca de carinho, mas... Isso resolveria? Não! Somente nós mesmos podemos mudar o nosso destino, ninguém pode sofrer por você, passar por seus problemas por você, ninguém pode. A vida de cada um é pessoal e intransferível, (risos) e seus erros e acertos são individuais. Tenho percebido que até mesmo nas relações ditas afetivas, temos a péssima mania de empurrar para o outro os nossos deslizes, não é culpa de ninguém se o amor acabou. As coisas vão se desgastando e se reciclando, mas se daquela paixão arrebatadora não sobrou nem um carinho, é porque foi uma relação tão profunda quanto um pires. Pessoas humanas são controversas e bipolares, todos somos, e como esse termo está muito na moda, resolvi usá-lo.
A intensidade com que sofremos é muitas vezes inversamente proporcional ao que vivemos. Tive um dia ruim, mas e aí? Deu vontade de dar um escândalo e gritar que estou certa? Deu, porém racionalmente o melhor a se fazer é se calar, e pensar no porque de certas coisas... Refletindo sobre “N” coisas a vida vai ficando menos nebulosa.
Agora no aconchego do meu quarto, consigo perceber coisas que ficaram implícitas ao longo da minha vida, só sei que tenho hoje a mente mais aberta às percepções e as releituras que tenho feito ao longo desses cinco meses em que fui traída pelos meus sentimentos, efetivamente não tenho idéia de como acordarei amanhã, mas tenho consciência de que serei o mais maquiavélica possível, afinal se somos seres racionais... Que tal agirmos como tais? Talvez eu seja feliz, talvez não... vou tentar! Vou viver tentando.

“ Faz muito pouco tempo aprendi a aceitar que quem é dono da verdade não é dono de ninguém. Só não se esqueça que atrás do veneno das palavras sobra só o desespero de ver tudo mudar, talvez até porque ninguém mude por você”
(Capital inicial, Algum dia)

Nenhum comentário:

Postar um comentário