Ando me questionando a respeito, será que realmente somos regidos pelo destino? Não sei, mas acho que comigo o destino tem sido uma constante, nunca consigo levar meus planos adiante, tem sempre algo inesperado acontecendo em momentos mais inesperados ainda.
A semana anterior e essa semana também foram surpresas atrás de surpresas e pior, só surpresas desagradáveis. Eu sei que é o período do meu inferno astral, mas está infernal demais. A semana foi tão catastrófica que cheguei a pensar que fosse desencarnar, é sério! Ontem tive um piripaque horroroso com direito a hospital e várias tentativas de uma enfermeira inexperiente de encontrar uma veia “boa” (risos) Todas que ela espetava, “perdia”.
Foi um susto muito grande, e eu parei para pensar em muitas coisas. Eu realmente achei que estava infartando, e não é drama não. Eu nem sei como cheguei ao P.S. e muito menos como entrei naquela vaga em que estava meu carro, estava tão desesperada que só me lembro de ter dado tchau à Ju e caminhado até o estacionamento do trabalho, agora, como fiz o trajeto Canas-Lorena... fica por conta da minha imaginação. Graças a Deus tive só uma bobagem com sintomas semelhantes ao de um infarto, não contei a ninguém da família e nem vou contar, se fosse algo sério até dividiria com eles, mas como foi só um petit achei melhor dizer que tirei o dia de folga por causa de uma enxaqueca.
Descobri que a minha “grave doença” fora de fundo emocional, mas eu omiti alguns detalhes na pré-consulta (risos). Só sei que além da dor física, senti uma dor na alma também. Experimentei algo terrivelmente sufocante diagnosticado como “angústia proveniente de pânico”. Para uma médica de P.S. ela foi bem esclarecedora e muito competente também. Para quem entrou na consulta com sintomas de um infarto, sair com um diagnóstico de estresse foi T-U-D-O, isso porque enquanto passava mal horrores, eu mentalmente ia fazendo meu testamento: tal casaco para fulana, tais sapatos para beltrana, tais livros para cicrana. Meu livro inacabado!! Nossa, preciso deixar a senha do blog com alguma amiga muito querida... e o funeral? Não posso deixar de lembrar a família que odeio crisântemos. Será que meus amigos mais queridos iriam ao meu velório?Como seria estar morta?Odiaria que me vissem morta, mas quanto a isso não haveria problema, porque a urna funerária estaria fechada...
Acho que o meu maior medo quando pensava que ia morrer era o de deixar essa vida que eu gosto tanto, eu amo viver, os momentos bons e até os ruins, eu sou daquelas pessoas que gostam de ser desafiadas e percebi que ainda não estou pronta para praticar o desapego, eu quero todos perto de mim! Não posso morrer ainda, plantei uma árvore, tudo bem... mas o meu livro está inacabado e eu ainda não tive meu filho.. então não posso morrer, simples assim (risos).
A bem da verdade eu resolvi contar isso aqui, porque no final até que foi divertido saber que não era um infarto, mas o que eu tive, teve uma certa relevância e eu prometi que vou re-pensar meus atos e tentar ser mais ligth com os problemas corriqueiros, e por mais forte que eu tente parecer acho que já está na hora de ser menos rígida comigo mesmo.
Como não morri, tenho uma festa de casamento hoje e um Baile do Hawaii amanhã... Vou me divertir!
Bom final de semana a todos!!!
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