quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cacos de Vidro

Gosto de olhar o infinito, gosto de estar no alto de uma escadaria, dialogando comigo mesma.
Sou uma sonhadora e devaneio para alcançar a realidade que é sempre cheia de oportunidades per­didas.
          Aceito tudo o que vem de mim e desconheço minhas causas,
          Talvez até passe pelo vital sem saber, talvez seja essa a minha maior humildade
          Sou portadora de boas e más notícias e me aceito, nem de todo boa, nem de todo má.
          Sou caco de vidro no chão, insignificante e ao mesmo tempo cortante
Sinto, sofro, me alegro, me comovo e me convenço. Só o meu porque me interessa, e o busco no meu grande vazio, no meu grande coração vazio.
Mudei sem planejar  porque vivo empiricamente e acredito que o futuro é um pas­sado que ainda não se realizou.
Sou feita de fragmentos, sou um amontoado de fatos, uma sensação que não se explica
Vejo quase sem querer que o que escrevo me deixa trêmula. Quero tirar férias de mim, perder de vista o meu destino.
Quero buscar na base do meu egoísmo tudo o que não sou, sou um corpo e tudo o que eu fizer é continuação do meu começo.
Sou o início do fim, nasci e desde esse dia morro cada dia em que acordo
Porém, o que eu sou nunca muda, mas quem eu sou não pára de mudar
Como nuvens de chuva, como o tempo que passa sem avisar e não pára, como as paixões dessa vida...






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