quinta-feira, 23 de junho de 2011

Felicidade

Felicidade é um estado de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes. Abrange uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento até a alegria intensa, significa bem-estar espiritual, paz interior.
Creio que haja tantos tipos de felicidade quanto de pessoas, cada pessoa sente a felicidade de uma forma diferente. Digo isso, porque esse dias li que ser feliz cansa... aí fiquei com isso na cabeça e resolvi escrever...
Somos falhos e vivemos nos lamentando sobre tudo, nunca estamos satisfeitos, aliás um sentimento que é abundante no ser humano é a insatisfação, parece que sempre temos algo a nos queixar, se o sol brilha e faz calor reclamamos, se chove, reclamamos...
A felicidade é intangível e momentânea, cabe a nós ficarmos alertas e aproveitarmos cada instante desse sentimento que nos causa tanto bem.
Aprendi uma coisa muito simples ao longo dos anos: nunca ninguém é feliz o tempo todo, a felicidade é como uma onda, ela vem e vai, nunca fica para sempre.
Não penso em pessoas felizes e sim pessoas em momentos felizes, talvez hoje esteja sendo um dia não muito bacana, mas pode ter certeza que amanhã ou depois, com certeza será. Tudo o que esperamos da vida é a felicidade plena, mas isso não existe, o que existe são momentos felizes que devem ser lembrados e saboreados como se fosse um néctar divino.
Em minha humilde opinião ser feliz não cansa.. o que cansa é correr atrás da felicidade incessantemente. Hoje, até o presente momento, eu não estou nem feliz e nem triste, estou satisfeita e grata por esse dia de descanso, quem sabe aconteça algo que me cause essa felicidade... Bom feriado a todos e estejam alertas: a qualquer momento vocês podem vivenciar a tão sonhada felicidade.



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Andarta

E eu preferia as frases feitas, pensamentos e devaneios de outros  me satisfaziam, já que eu existia pela metade. Criava Quimeras e sofria as mazelas de um amor inventado pela pequenez de um coração que amava não a mim e sim a Vênus que realizava seus desejos.
E eu era a doce criatura numa atmosfera de um rosa-azul cintilante, quando na verdade gritava em minh’alma a voz Criadora, e a atmosfera era de um vermelho intenso e quente como o sangue que corre em minhas veias, essa é a verdadeira face de uma mulher que quis para si todas as flores e suas dores.
Minha voz antes abafada, hoje rasga a garganta num misto de dor e prazer, sou a essência da própria Andarta a deusa da guerra! Sei que estou em guerra contra tudo o que já tive e já fui, sou hoje uma mulher que simplesmente quer! Uma mulher que é! Sou imperativa e minha essência antes apenas doce, agora é picante levemente adocicada...

domingo, 24 de abril de 2011

Família


           
              Eu ando tão distante de tantas coisas e bem próxima de uma que até um tempo atrás eu achava menos importante e hoje vejo que é a melhor coisa do mundo, que é a minha família. Antes eu achava piegas essa coisa do apego, mas hoje além de maravilhoso eu acho  necessário. Aí eu olho para trás e vejo quanto tempo perdi sem a presença deles, ou porque eu estava muito feliz e não achava necessário dividir minha felicidade ou porque estava muito triste e não queria que soubessem da minha fraqueza. Bobagens, já que eu vim deles e eles são e fazem parte da minha vida, são as únicas pessoas que mesmo que eu esteja errada me apoiarão incondicionalmente.
            Hoje é domingo de Páscoa e para a maioria dos cristãos é uma época de reflexão, eu vejo como um período de aproximação familiar.
            Mas o que eu queria dizer mesmo é que eu ando meio fora de órbita, houve tantas mudanças na minha vidinha que acabei meio sem chão e hoje são os meus familiares que me apóiam incondicionalmente.
            Não digo que estou 100% porque eu tenho altos e baixos, mas nós somos assim mesmo, seres humanos cheios de problemas que às vezes parecem mais tempestades em copos d’água, vemos tudo sob uma óptica grandiosa os nossos enormes problemas, que no meu caso se resumiram a uma história de amor mal resolvida (para mim), os analistas devem divertir-se com tantos homens e mulheres recorrendo à boa e velha análise só para descobrirem que o que deu errado não foi a outra pessoa e sim a projeção que erroneamente fizemos nessa outra pessoa. Fácil e simples não é? Agora é simples e fácil entender, mas na hora em que a relação se rompe e o nosso mundo cai, não é nada simples, pelo contrário, a gente se vê num labirinto sem fim e todos que se aproximam parecem seres insensíveis a sua dor. É aí que a família faz toda a diferença, eles te ouvem, te dão colo, te dão esporro, brigam com você, te mostram o seu ponto de vista muitas vezes de maneira nada delicada, mas tudo isso com muito, mas com muito amor mesmo, um amor que homem ou mulher nunca poderão te dar.
            Depois de um feriado longo, de sair com os amigos, me divertir, ficar com uma ressaca normal e moral, estou no colo das únicas pessoas que realmente são importantes na vida, que é a família. Hoje eu acordei meio deprê, ao meio dia e meia, e estou sentindo falta de uma certa época da minha vida que inclui uma certa pessoa, mas vai passar, afinal como diz Fernando Pessoa     

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
           
            Mas isso é hoje, por que amanhã será um novo dia com novas perspectivas e eu espero que até amanhã já tenham inventado uma pílula para dar amnésia. (risos)  
                       
                                                             Não quero o seu Perdão
A gente nasce,
A gente cresce
A gente vive,
A gente morre
O tempo todo, o tempo todo
Perto dela,
Da solidão
E é tão bonito
Essa razão tão sem razão
A gente leva a vida inteira para entender a vida
Dia após dia, sem imaginar
Se recusando a acreditar
Que pra estar no paraíso
Basta amar, basta amar
E me dá vontade de cantar uma canção
Tão suave
Que os céus
Possam se abrir sem nuvens nem rastro
E que todas as mentiras pra derrotar
Se transformem em pequenas incertezas
Brilhando no seu olhar
Não me faça pensar que vai ser tudo igual
Pois você sabe muito mais do que ninguém
Que eu fui o melhor, que eu fui o pior, e é isso aí
E se eu tenho o seu amor, pra que pedir
E se eu tenho o seu amor, pra que pedir
Não quero o seu perdão
Pois a noite é uma princesa caída por mim
No lago do peito secreta solidão
Eu me lembro de lugares, de pessoas que eu freqüentei,
Cenas que eu vivi, filmes que eu já filmei
Minha única escolha é ser sincero
Eu canto donas de castelos
Mas não sou lobo louco não
Eu brinco de polichinelo com o bobo coração
Mil e um palácios de areia, noites de sereia
Eu ouço o som de uma nota só
Despedaçado entre a tempestade, a vontade e os sonhos
Nos subúrbios da alma
Eu sou marinheiro que navega com a lua
A paisagem é o meu desejo
Eu preciso do outono, eu preciso de um beijo
Eu preciso me desfazer
De todas as certezas e te cuidar
Sem impor nenhuma condição
Nao quero o seu perdao
Porque eu só quero o mar, meu mar
Meu mar,
Minha lua
E essa lua
É amar
Só você
(Lobão)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Beleza é fundamental?

Pensando e divagando a respeito de tudo, descobri que ando feliz da vida! Estava conversando com um amigo e ele me questionou sobre beleza, na hora eu disse que eu gostava das pessoas pelo o que elas são interiormente e não bela forma física. Acho difícil quantificar a beleza, mesmo porque, pensando friamente, são os atos que nos tornam feios ou bonitos aos olhos alheios.
            Mas eu não sou hipócrita o bastante para dizer que não me sinto atraída pelo padrão grego de simetria que há tantos anos impera. O fato de termos certas preferências, vem de muito tempo atrás. Na Grécia valorizava-se a beleza e as medidas proporcionais, que eram os modelos de beleza ideal. Os gregos foram os melhores escultores que a história conheceu. Na sua constante busca da perfeição, o artista grego criava uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio e a harmonia ideal. A mitologia grega vivia engrandecendo o amor e a beleza. Os gregos eram poetas e artistas que se encantavam com a beleza do universo e com o amor. A estatuária grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem. Na escultura, o antropomorfismo - esculturas de formas humanas - foi insuperável. As estátuas adquiriram, além do equilíbrio e perfeição das formas, o movimento.
            Mas voltando ao assunto há tantas formas de beleza, que às vezes me perco em pensamentos sobre o assunto. Descobri de uma forma muito engraçada que de uma forma ou de outra eu acabo sempre namorando homens com praticamente o mesmo biótipo, um padrão preestabelecido inconscientemente. Da mesma forma que costumo dizer que não sou uma mulher bonita e sim interessante, porque sou diferente na altura (baixinha), forma física (cheinha),(risos). Sou mais o padrão de beleza que havia nos anos 30/40. Eu nunca seria considerada uma mulher bonita e sim interessante (na minha concepção de beleza, é claro). Já que as moças altas, de longos cabelos e com poucas curvas é que regem o padrão clássico de beleza. Acredito que a beleza está nos olhos de quem vê. Lembro-me que há pouco tempo encontrei uma pessoa que fugia bastante do padrão preestabelecido de beleza, mas era uma pessoa tão agradável que em poucos minutos tornou-se “simpático” para logo enquadrar-se no alto posto de “homus bonitus” e todas as minhas amigas ficaram impressionadas com essa evolução do feio-simpatico-bonito-lindoooooooooo! Da mesma forma que conheci uma dentista que aparentemente, ou melhor, olhando-a mesmo era linda, formas simétricas e perfeitas, rosto de boneca, mas quando dava a oportunidade de conhecê-la era a própria Medusa. Então cheguei a conclusão de que essa beleza imposta por essa nossa sociedade doente, nada mais é do que uma bobagem.
            Agora a pouco eu estava ouvindo The Doors, “People are Strange” a letra é sobre como nos sentimos estranhos, e combina com esse texto que escrevi, já que as vezes nos sentimos, mas no fundo não somos estranhos, somos diferentes apenas, na forma de vestir, de comer, de amar...

Pessoas São Estranhas
Pessoas são estranhas quando você é um estranho
Rostos olham feio quando você está sozinho
Mulheres parecem cruéis quando você é indesejado
Ruas são irregulares quando você está pra baixo

Quando você é um estranho, rostos saem da chuva
Quando você é um estranho, ninguém lembra seu nome
Quando você é um estranho, quando você é um estranho, quando você é estranho

Pessoas ficam estranhas quando você é um estranho
Rostos olham feio quando você está sozinho
Mulheres parecem malvadas quando você é indesejado
As ruas são irregulares quando você está pra baixo

Quando você é um estranho, rostos saem da chuva
Quando você é um estranho, ninguém lembra seu nome
Quando você é um estranho, quando você é um estranho, quando você é estranho

Pessoas ficam estranhas quando você é um estranho
Rostos olham feio quando você está sozinho
Mulheres parecem cruéis quando você é indesejado
As ruas são irregulares quando você está pra baixo

Quando você é um estranho, rostos saem da chuva
Quando você está estranho, ninguém se lembra de seu nome
Quando você é um estranho, quando você é um estranho, quando você é estranho

 Hoje já madura, sei que o cool é a diversidade e não aquela coisa padronizada, tudo igual.  Eu gosto de seguir tendências, mas não a moda em si, pra mim a moda é só um referencial e não uma cartilha, não gosto da institucionalização, todos parecendo bonequinhos. Homens e mulheres de uniforme (risos). Gosto de ver estilos e como somos todos diferentes graças a Deus, e cada um com o seu estilo próprio. Homens, mulheres lindos, cada um a seu jeito. Um brinde a  beleza!

sábado, 2 de abril de 2011

Seres humanos

           
                Acredito que nós que moramos no Vale do Paraíba estamos todos horrizados com os últimos acontecimentos.
            Assistíamos ao noticiário e víamos seqüestros, roubos, mortes como sendo algo um tanto quanto distante, nós, os piraquaras como costuma dizer Ocílio Ferraz, estávamos acostumados a culpar a Capital por tanta violência, afinal as cidades grandes são pólos violentos. Até aqui tudo normal. Entretanto chegamos a um dia em que essa violência dos grandes pólos invadiu cidadezinhas bucólicas e pacatas. Aí eu me pergunto, onde foi que esses pais erraram? As cidades interioranas como Cunha e Lorena, são provincianas, onde todos praticamente se conhecem ainda pelas famílias. Esse final de 2010 e início de 2011 é atípico na nossa região. Quando iríamos imaginar que uma moça desapareceria como fumaça, para sabermos depois que ela fora morta por um rapaz que estudava, trabalhava, era de boa família (como se costuma dizer por aqui), meses depois da sua família ainda ter esperanças de vê-la com vida. E as mocinhas de Cunha? Que absurdo, duas adolescentes lindas, de boa índole mortas cruelmente por um outro jovem que deveria ser ressocializado e não foi. Eu penso nessa brutalidade e me coloco no lugar dessas famílias desfeitas, tanto as das meninas mortas, quanto as dos seus assassinos, porque não há como separar esses sofrimentos. Eu estava lendo sobre os perfis de alguns assassinos e dizia que as razões psicológicas são bastante influenciáveis nos atos praticados pelas pessoas e estes ‘ferimentos’ psicológicos podem ter origem em casos de decepção relacionamental e geralmente essas pessoas são seres solitários e incapazes de enfrentar uma perda ou um fracasso, onde um fato aparentemente sem importância desperta o mecanismo fatal em alguém socialmente isolado que quer enviar uma mensagem de revolta à sociedade. Impulsividade, perda de auto-controle, incapacidade para modificar estes comportamentos, acabam por desenvolver uma personalidade anti-social.
            Eu fiquei tão chocada com as mortes que resolvi ler a respeito e fiquei impressionada com a maldade humana e com a capacidade de dissimulação. Uma vez me deram uma fechada no transito e eu xinguei o outro condutor de “animal”, ledo  engano meu ao dizer isso, eu deveria ter dito “seu humano”, porque os animais não são mentirosos e ardilosos como nós, eles são puros e somente se defendem.
            Fica registrada a minha indignação com a raça humana e mais uma vez vou compartilhar uma letra do Renato Russo com vocês:

Os Anjos
Composição : Renato Russo
Hoje não dá
Hoje não dá
Não sei mais o que dizer
E nem o que pensar
Hoje não dá
Hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome
Hoje não dá
Pegue duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas
Adicione a seguir o ódio e a inveja
Dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem
E não se esqueça antes de levar ao forno temperar
Com essência de espirito de porco
Duas xícaras de indiferença
e um tablete e meio de preguiça
Hoje não dá
Hoje não dá
Está um dia tão bonito lá fora
E eu quero brincar
Mas hoje não dá
Hoje não dá
Vou consertar a minha asa quebrada
E descansar
Gostaria de não saber destes crimes atrozes
É todo dia agora e o que vamos fazer?
Quero voar pra bem longe mas hoje não dá
Não sei o que pensar e nem o que dizer
Só nos sobrou do amor
A falta que ficou




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

"Não existem fatos eternos e nem verdades absolutas."

Não há nada fixo na vida: nem dor infinita, nem alegria eterna, nem im­pressão permanente, nem entusiasmo du­radouro, nem resolução elevada que possa durar toda a vida! Tudo se dissolve na tor­rente dos anos. Os minutos, os inumeráveis átomos de pequenas coisas, fragmentos de cada uma das nossas ações, são os vermes roedores que devastam tudo quanto é grande e ousado... (Schopenhauer)


Desde o ano passado eu tenho percebido em mim, uma sensação de não pertencimento. É como se eu não pertencesse a lugar algum, como se meus amigos e familiares vivessem e eu em nada participasse de suas vidas, sentindo-me como expectadora e só, por mais que eu interagisse não me sentia integrada. Via tudo de um degrau mais alto.
E mesmo sendo uma pessoa que constantemente descobre novas coisas e novas possibilidades, decidi que daria uma guinada na minha vida e trocaria o antigo, ocioso ou mesmo ultrapassado, por algo novo. Comecei então uma faxina, por dentro e por fora. Fiz algumas despedidas com pessoas que amei e não me foram ao menos solidárias, deixei-as para trás (literalmente), afastei-me de pessoas que não somavam nada de útil a minha vida, decidi que viveria a uma nova fase dessa minha vida.
Mudei móveis, pintei paredes, joguei muita coisa fora. Meu habitat natural, ou seja, o meu quarto, ficou com uma cara nova. Mas ainda faltava alguma coisa, e então passei a interagir cada vez mais com pessoas diferentes e interessantes e fiz vários “novos amigos de infância,” conheci pessoas maravilhosas e com neuroses diferentes, passei a ter menos preconceitos ainda, o que foi muito bom. Descobri que o que me fascina cada vez mais, é a diversidade.
Há aproximadamente duas semanas eu estava numa infelicidade absurda e conversando com um dos meus irmãos, descobri que o que me incomodava mesmo era a mesmice em que tinha se transformado a minha vida profissional, sem previsões de crescimento ou mesmo qualquer outra coisa que me satisfizesse como pessoa. Foi então que decidi procurar outro emprego e pasmem: eu consegui! Hoje foi o meu último dia no meu emprego de oito anos e quase cinco meses, me senti como se deixar todos aqueles colegas e alguns amigos lá do trabalho, tivesse um sentido mais que doloroso, tanto que me emocionei com cada voto de boa sorte, e cada abraço sincero, mas foi o que eu escolhi para essa nova fase da minha vida. Eu não seria justa comigo se me propusesse uma mudança e a fizesse pela metade. Foi difícil ir embora e como diz Humberto Gessinger numa canção “é difícil ficar e impossível partir”, mas era hora de me desligar do antigo e seguir em frente.
Vejo-me como o ser mais necessitado de todos os seres tenho vontades, de­sejos encarnados, um composto de mil ne­cessidades. Mas agora eu posso dizer que estou realmente pronta para um ano novo. Serão novas perspectivas, novas desilusões, novos amores, novas angústias e alegrias, e quanto maior o obstáculo, mais prazeroso passar por ele, eu preciso de desafios e vitórias. Sentimos a dor, mas não a ausência da dor; sentimos a inquietação, mas não a au­sência da inquietação; o temor, mas não a  segurança e isso motiva-me cada vez mais.
Schopenhauer diz : A vida é uma caçada incessante onde, ora como caçadores, ora como caça, os entes disputam entre si os restos de uma horrível carnificina; uma his­tória natural da dor que se resume assim: querer sem motivo, sofrer sempre, lutar sempre, depois morrer e assim sucessiva­mente pelos séculos dos séculos(...)”  e de certa forma é esse o nosso objetivo, o de não passar por essa vida impunemente.
Sou um ser controverso e pensante, e como tal sinto-me cheia de dúvidas e incertezas, o que me faz acreditar cada vez mais que somos mutantes e que em cada verdade há um mistério a ser desvendado em a cada  fato novo podemos nos descobrir como pessoas melhores (ou não), afinal parafraseando Nietzsche “ não existem fatos eternos e nem verdades absolutas.”


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Os bons morrem antes...

            O cara era uma alegria só, em quase um ano inteiro, eu nunca o vi de mau humor, era sempre uma piada, ou uma tiração de sarro e os sustos que ele insistia em me dar. Eu já o conhecia de longa data, na adolescência eu conheci sua família, e diga-se de passagem uma família muito bonita. Anos mais tarde nos encontramos por força do trabalho. Passei a conhecer um rapaz alegre e divertido, um profissional apaixonado pela profissão e um pai de família muito responsável.
            Esse era o “Eliazar” e eu brincava dizendo que tinha que ser “Eliasorte”. Sorte nossa que tivemos a oportunidade de conhecê-lo, de conviver com ele. Eu sei que Deus já deve ter o acolhido, mas eu estou triste aqui e sei muita gente também esta, porque esse moço não precisava deixar essa vida tão cedo. Eu não contesto os desígnios de Deus, mas não deixo de me indignar com essas baixas que vamos sofrendo ao longo da vida.
            Todos que conhecemos o Eliazar vamos sentir sua falta e ainda vai doer muito essa perda...

É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais
Eu continuo aqui
Meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você
Em dias assim
Dia de chuva
Dia de sol
E o que sinto não sei dizer...
Vai com os anjos
Vai
em paz
Até
a próxima vez...
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais!
(Renato Russo)