domingo, 24 de abril de 2011

Família


           
              Eu ando tão distante de tantas coisas e bem próxima de uma que até um tempo atrás eu achava menos importante e hoje vejo que é a melhor coisa do mundo, que é a minha família. Antes eu achava piegas essa coisa do apego, mas hoje além de maravilhoso eu acho  necessário. Aí eu olho para trás e vejo quanto tempo perdi sem a presença deles, ou porque eu estava muito feliz e não achava necessário dividir minha felicidade ou porque estava muito triste e não queria que soubessem da minha fraqueza. Bobagens, já que eu vim deles e eles são e fazem parte da minha vida, são as únicas pessoas que mesmo que eu esteja errada me apoiarão incondicionalmente.
            Hoje é domingo de Páscoa e para a maioria dos cristãos é uma época de reflexão, eu vejo como um período de aproximação familiar.
            Mas o que eu queria dizer mesmo é que eu ando meio fora de órbita, houve tantas mudanças na minha vidinha que acabei meio sem chão e hoje são os meus familiares que me apóiam incondicionalmente.
            Não digo que estou 100% porque eu tenho altos e baixos, mas nós somos assim mesmo, seres humanos cheios de problemas que às vezes parecem mais tempestades em copos d’água, vemos tudo sob uma óptica grandiosa os nossos enormes problemas, que no meu caso se resumiram a uma história de amor mal resolvida (para mim), os analistas devem divertir-se com tantos homens e mulheres recorrendo à boa e velha análise só para descobrirem que o que deu errado não foi a outra pessoa e sim a projeção que erroneamente fizemos nessa outra pessoa. Fácil e simples não é? Agora é simples e fácil entender, mas na hora em que a relação se rompe e o nosso mundo cai, não é nada simples, pelo contrário, a gente se vê num labirinto sem fim e todos que se aproximam parecem seres insensíveis a sua dor. É aí que a família faz toda a diferença, eles te ouvem, te dão colo, te dão esporro, brigam com você, te mostram o seu ponto de vista muitas vezes de maneira nada delicada, mas tudo isso com muito, mas com muito amor mesmo, um amor que homem ou mulher nunca poderão te dar.
            Depois de um feriado longo, de sair com os amigos, me divertir, ficar com uma ressaca normal e moral, estou no colo das únicas pessoas que realmente são importantes na vida, que é a família. Hoje eu acordei meio deprê, ao meio dia e meia, e estou sentindo falta de uma certa época da minha vida que inclui uma certa pessoa, mas vai passar, afinal como diz Fernando Pessoa     

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
           
            Mas isso é hoje, por que amanhã será um novo dia com novas perspectivas e eu espero que até amanhã já tenham inventado uma pílula para dar amnésia. (risos)  
                       
                                                             Não quero o seu Perdão
A gente nasce,
A gente cresce
A gente vive,
A gente morre
O tempo todo, o tempo todo
Perto dela,
Da solidão
E é tão bonito
Essa razão tão sem razão
A gente leva a vida inteira para entender a vida
Dia após dia, sem imaginar
Se recusando a acreditar
Que pra estar no paraíso
Basta amar, basta amar
E me dá vontade de cantar uma canção
Tão suave
Que os céus
Possam se abrir sem nuvens nem rastro
E que todas as mentiras pra derrotar
Se transformem em pequenas incertezas
Brilhando no seu olhar
Não me faça pensar que vai ser tudo igual
Pois você sabe muito mais do que ninguém
Que eu fui o melhor, que eu fui o pior, e é isso aí
E se eu tenho o seu amor, pra que pedir
E se eu tenho o seu amor, pra que pedir
Não quero o seu perdão
Pois a noite é uma princesa caída por mim
No lago do peito secreta solidão
Eu me lembro de lugares, de pessoas que eu freqüentei,
Cenas que eu vivi, filmes que eu já filmei
Minha única escolha é ser sincero
Eu canto donas de castelos
Mas não sou lobo louco não
Eu brinco de polichinelo com o bobo coração
Mil e um palácios de areia, noites de sereia
Eu ouço o som de uma nota só
Despedaçado entre a tempestade, a vontade e os sonhos
Nos subúrbios da alma
Eu sou marinheiro que navega com a lua
A paisagem é o meu desejo
Eu preciso do outono, eu preciso de um beijo
Eu preciso me desfazer
De todas as certezas e te cuidar
Sem impor nenhuma condição
Nao quero o seu perdao
Porque eu só quero o mar, meu mar
Meu mar,
Minha lua
E essa lua
É amar
Só você
(Lobão)

Nenhum comentário:

Postar um comentário