Sempre tive uma queda pelo velho mundo, sempre fui fascinada pelos hábitos e costumes europeus, exceto sua reserva em tomar longos e demorados banhos. (risos). Adoro o cinema francês e o italiano, tenho lido e visto muita coisa sobre o cinema alemão e o russo também, me fascina o jeito distante com que as relações são tratadas, muito diferente dessa coisa quente e passional que é America Latina.
Lembro-me que um amigo uma vez num momento um tanto quanto íntimo disse-me que eu tinha um “quê” de mulher francesa, na época eu apenas me senti elogiada, porque eu gosto do refino e da sutileza da mulher francesa. Mas esse “quê” de francesa quis dizer muito mais, hoje me ocorreu isso enquanto lia uma matéria numa revista que se chamava “Respeito ao tempo”.
O artigo dizia que algumas mulheres francesas de nascimento ou estilo conseguiam envelhecer com dignidade e sem as neuroses dessa nossa época de plásticas e reparos tão comuns. Sou ou fui - não sei- bem encanada com a minha forma física, sou uma “brasileira” com todas as letras, ou seja, sou uma mulher curvilínea, mas os meus 1,56 m de altura não me permitem abusar da minha poética forma mignon, tenho que ficar sempre de olho na balança para não me transformar numa bolinha... (risos), enfim, acredito que apesar dessa minha obsessão em não engordar (muito), não atrapalhe esse meu estilo Francês de ver a vida, sou daquelas pessoas que quando se sentam a mesa, aproveitam para por a conversa em dia, que aprecia os sabores da refeição que está ali. Gosto de receber meus amigos em grande estilo e cozinhar fazendo uma alquimia de sabores, se pararem para pensar, esse “quê” de francesa já me rendeu alguns conceitos equivocados de que sou uma pessoa arrogante, mas que é pura lenda, não sou arrogante, apenas gosto de apreciar as coisas boas, as ruins, eu simplesmente ignoro, sejam elas simples coisas ou pessoas que mereçam ser ignoradas afinal... são ruins!!!
Gosto de valorizar a individualidade e acredito que quanto mais os anos passam mais personalidade trazemos para as nossas expressões... (isso me faz lembrar um dia em que uma pessoa me fez uma pergunta e instintivamente ela foi respondida com um olhar...) Esse jeito francês, nos faz fazer cara de “paisagem” quando não queremos ouvir ou entrar em algum embate, seja ele qual for, é um jeito que algumas pessoas já o tem inato e outras tentam adquiri-lo, não sei como foi no meu caso, acredito que tenha acontecido naturalmente, mas é bom ter estilo próprio, e não precisar imitar essa ou aquela pessoa, seguindo padrões absurdos e se compartimentalizando, raramente eu uso o que está na moda, acredito que as modas vão e vem e servem para uma parcela ínfima da população, eu procuro estar inteirada nas tendências e sim usar o que tem a minha cara. Seja a roupa que eu visto, ou os filmes que vejo tudo é uma questão de estilo, até mesmo a comida segue tendências e alguns desavisados entram numa viagem meio sem rumo na maionese.(Risos)
Um parágrafo inteiro só para dizer que simplicidade é tudo, e que muitas vezes menos é mais e se nós brasileiras, latinas e etc quisermos parecermos graciosas e naturais, sejamos mais ou menos experientes, ainda que o nosso padrão de beleza não seja o ostentado pelas mídias, tenhamos todas o espírito livre de Brigitte!!!

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